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Geografia

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Atlas Nacional Digital do Brasil

Atlas Nacional Digital do Brasil 2017

O Atlas Nacional Digital do Brasil 2017 incorpora, em ambiente interativo, as informaes contidas no Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, publicado em 2010, com o acrscimo de mapas que atualizam informaes demogrficas e econmicas, sociais e ambientais sobre o Brasil e o mundo, alm de um caderno temtico sobre Cidades Sustentveis, que inclui o mapeamento de dados relativos a habitao, mobilidade urbana, participao da sociedade, preservao de patrimnio cultural e questes referentes ao ambiente urbano, entre outros temas. A opo por um caderno temtico vinculado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentvel ODS busca dar maior visibilidade a questes includas no ODS 11 Cidades e Comunidades Sustentveis que, no Brasil, est sob a coordenao do IBGE. Assim, h mapas que abordam questes relativas ao tratamento de resduos slidos nos municpios, preservao de patrimnios materiais e imateriais, ao tempo gasto no deslocamento para o trabalho, existncia de plano diretor e presena de unidade de defesa civil, entre outros indicadores utilizados na busca pela realizao das metas preconizadas pelos ODS at 2030. Torna-se particularmente importante, neste momento, discutir o tema das Cidades Sustentveis, diante do fato de que, pela primeira vez na histria, a maioria da populao mundial est em cidades.

Atlas Nacional Digital do Brasil 2016

Este atlas constitui enorme avano em termos de anlise e divulgao do conhecimento da geografia do pas e d incio a um processo de elaborao contnuo, com periodicidade anual, de um instrumento central para a difuso da informao sobre o territrio e a sociedade brasileira. Nesse sentido, o Atlas incorpora, em ambiente interativo, as informaes contidas no Atlas Nacional do Brasil Milton Santos 2010, alm de conter um Caderno de Atualizaes 2016 e um Caderno Temtico 2016 contemplando nesse ano a populao indgena.Com um temrio abrangente, o Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 revela as profundas transformaes ocorridas na geografia brasileira, acompanhando as mudanas observadas no processo de ocupao do territrio nacional na contemporaneidade. Ele se estrutura em torno de quatro grandes eixos temticos: o Brasil no mundo; Territrio e meio ambiente; Sociedade e economia e Redes geogrficas. Alm do recurso aos textos de anlise, o Atlas utiliza mapas, tabelas e grficos, o que permite um amplo cruzamento de dados estatsticos e feies geogrficas que tornam flexvel e abrangente a seleo de informaes, permitindo o entendimento aproximado da diversidade demogrfica, social, econmica, ambiental e cultural do imenso territrio brasileiro. Finalmente, o Aplicativo de anlise geogrfica desenvolvido para o Atlas permite sua navegao em ambiente interativo voltada para usurios bsicos e avanados. possvel, se o usurio assim o desejar, baixar e armazenar dados, cruzar informaes e produzir novos mapeamentos, a partir dos 780 mapas j existentes na publicao.


Atlas Nacional do Brasil

Apresentao: Atlas Nacional do Brasil - uma pequena introduo (Diogo de Carvalho Cabral)

Sendo um dos maiores smbolos do ofcio dos gegrafos, um Atlas um documento to histrico quanto propriamente geogrfico. Essa dupla natureza se manifesta tanto “internamente”, na arquitetura do documento, quanto “externamente”, na relao do documento com o mundo circundante e sua temporalidade.

Nesse sentido, pode-se afirmar que desde a sua origem no sculo XVI, o Atlas foi concebido como um instrumento de leitura da histria humana. Considerado o primeiro Atlas moderno, o Theatrum Orbis Terrarum (“Teatro do Globo Terrestre”), publicado em 1570 pelo gegrafo flamengo Abraham Ortelius, era inteiramente dedicado “compreenso da histria”.

Com efeito, nos pargrafos de abertura da obra, Ortelius esclarece: “Todos [os amantes de histrias] prontamente reconhecero conosco o quo necessrio o conhecimento de regies e provncias, dos mares, da localizao das montanhas, dos vales, das cidades, do curso dos rios, etc., para se alcanar uma [completa] compreenso das histrias. Isto o que os gregos chamavam propriamente de ‘geografia’ e algumas pessoas cultas corretamente chamam o olho da histria.”1

No sentido “externo”, contudo, mesmo quando se prope a retratar exclusivamente o momento presente, um Atlas torna-se “histrico” uma vez que a simples passagem do tempo vai progressivamente distanciando os seus leitores da realidade originalmente retratada; em outras palavras, o seu envelhecimento s expensas da sua acurcia propriamente geogrfica, particularmente quanto aos aspectos “antropogeogrficos” enriquece-o enquanto registro do passado.

Nesse contexto, a disponibilizao, em meio digital, das seis verses do Atlas Nacional do Brasil produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica, ao longo da segunda metade do sculo XX e comeo do XXI, pretende facilitar o acesso a uma rica documentao histrico-geogrfica sobre a evoluo do territrio brasileiro.

Conforme observado, essa publicao digital envolve seis volumes, o primeiro publicado em 1959 (Atlas do Brasil Geral e Regional) e o ltimo em 2010 (Atlas Nacional do Brasil Milton Santos). Cotejados entre si, esses documentos revelam a evoluo do conhecimento e do mtodo geogrfico de representao do territrio, assim como as prprias mudanas na forma e no contedo desse territrio ao longo da segunda metade do sculo XX e da primeira dcada do sculo seguinte.

No Atlas de 1959, estruturado segundo a antiga dicotomia Geografia Regional/Geografia Geral, o Brasil apresentado, na primeira parte da obra, enquanto um conjunto de regies, enquanto a segunda parte apresenta um panorama na escala do territrio nacional como um todo.

A regio era apresentada como uma “generalizao geogrfica”, revelando a influncia do pensamento do gegrafo estadunidense Richard Hartshorne, exposto em seu The Nature of Geography, cuja primeira edio apareceu em 1939.2 Segundo Speridio Faissol, a regio “representa para o Historiador um agrupamento de fatos integrados, formando uma unidade de conceito com base em um critrio seletivo.”3

O Brasil foi dividido em seis grandes regies: Norte (atuais estados do Amazonas, Par, Acre, Roraima, parte de Rondnia, parte do Mato Grosso e parte do Maranho) Meio-Norte (atual Piau, parte do Maranho e parte do Cear), Nordeste (atuais Rio Grande do Norte, Paraba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e parte da Bahia), Leste (atuais Esprito Santo, Rio de Janeiro, parte de Minas Gerais, parte da Bahia e parte de So Paulo), Sul (Paran, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte de So Paulo) e Centro-Oeste (atuais Gois, Mato Grosso do Sul, Tocantins, parte do Mato Grosso e parte do Maranho).

Seguindo o tradicional temrio geogrfico, cada regio foi analisada em termos de relevo, clima, vegetao, distribuio da populao (rural e urbana), atividades econmicas e redes de transporte.

Na segunda parte do Atlas, os mesmos temas so estudados no mbito do conjunto do territrio nacional. Alm disso, faz-se uma comparao demogrfica entre os anos de 1900 e 1950, incluindo o estudo das migraes internas, na dcada de 1940. Tambm se estuda geograficamente o “valor da produo” nacional o que chamaramos hoje em dia de Produto Interno Bruto (PIB) , em seus diversos segmentos (agropastoril, mineral e industrial), alm do comrcio externo. Por fim, aborda-se o potencial das usinas geradoras de eletricidade.

Este Atlas retrata o territrio brasileiro no comeo do processo de urbanizao e industrializao, quando So Paulo constitua a nica Unidade da Federao na qual populao urbana era majoritria.

Juntamente com o estado do Rio de Janeiro, o sul do Esprito Santo e a metade meridional de Minas Gerais, So Paulo formava o que Ruth Lopes Magnanini chamou de “bloco metropolitano”.4 No por acaso, este ltimo era o estado que mais atraa migrantes nacionais, notadamente por seu crescimento econmico baseado na industrializao (sobretudo nos setores txtil e de alimentos e bebidas) e setor tercirio associado; entre 1940 e 1950, So Paulo recebeu mais de um milho de migrantes, vindos, sobretudo, de Minas Gerais e Bahia.

De fato, as regiões Leste e Nordeste foram as que mais perderam população, nesse período, o que se explica largamente pela degradação das condições ambientais de algumas de suas economias regionais: desflorestamento e erosão dos solos utilizados na lavoura cafeeira na Zona da Mata e sul do Espírito Santo, esgotamento de jazidas minerais no planalto ocidental e na Chapada Diamantina e dificuldade de acesso a recursos hídricos na Serra Geral baiana e no polígono das secas, em geral.

A mobilidade espacial da população é possibilitada pela expansão da rede de estradas de rodagem. Elaborado em 1951, o Plano Rodoviário Nacional vinha tornando o território mais “fluido” com seus investimentos. Na região Nordeste, por exemplo, a rodovia Transnordestina ou Fortaleza-Salvador acabou tendo um papel estratégico no escoamento da população rumo ao sul, pois, no município de Feira de Santana (BA), ela se conectava com a rodovia Rio-Salvador.

O Atlas Nacional de 2010 reflete um momento bastante diferente do método geográfico de estudo do território. O conceito central não é mais o de região, mas o de território e uso do território. Nesse contexto, enquanto força modeladora da superfície terrestre, a ação humana cria lugares e, assim, organiza tanto a sociedade quanto o mundo biofísico.

Embora retenha certos temas e representações tradicionais (o relevo, o clima, a distribuição da população etc.), a nova abordagem é, ao mesmo tempo, mais tematicamente detalhada e mais integradora, procurando retratar a territorialidade da sociedade brasileira como interface de duas grandes dimensões: a espacial-locacional e a ecológica.

Esse atlas encontra-se dividido em quatro grandes seções. Na primeira, “O Brasil no mundo”, o país é situado no âmbito global por meio de mapas-mundi temáticos. Além das tradicionais representações do relevo (mapa físico) e das soberanias nacionais (mapa político), são apresentados temas socioambientais de larga importância contemporânea, como disponibilidade de recursos hídricos e emissões de dióxido de carbono.

Na seção “Território e Meio Ambiente”, o território brasileiro é examinado tanto como realidade ambiental – incluindo sua dinâmica antropogênica, sobretudo nas subseções “Recursos naturais e questões ambientais” e “Riscos ambientais” – quanto como espacialidade institucional, quer dizer, composto de malhas político-administrativas. Na seção “Sociedade e Economia”, estuda-se como a população e a socioeconomia brasileiras se repartem no e se apropriam do espaço nacional e seus recursos, incluindo seu aspecto dinâmico, abordando temas como migrações, imigração estrangeira e evolução da pirâmide etária, entre outros.

Finalmente, a seção “Redes geográficas” aborda temas clássicos como os do sistema hierárquico de cidades e da logística do território, além de um tema cuja importância disparou no final do século XX, qual seja o da infra-estrutura informacional.

O território retratado também é muito diferente daquele de meio século antes, embora se possa argumentar que certas mudanças foram mais quantitativas do que propriamente qualitativas. O exemplo mais evidente é o da concentração urbano-industrial em São Paulo e áreas adjacentes, processo já evidente no final da década de 1950 e reforçado no período subsequente. (Milton Santos, já na década de 1980, propunha o conceito de “região concentrada” para descrever essa configuração territorial.)

“A industrialização foi responsável pela elevada concentração espacial da riqueza em um extenso complexo territorial metropolitano em torno de São Paulo”, afirma Cláudio Egler (2010) “que hoje se espraia entre Campinas, São José dos Campos e a Baixada Santista, formando uma verdadeira cidade-região global que centraliza poder decisório sobre as finanças e os investimentos em escala nacional e sul-americana”.5 Mesmo um certo processo de desconcentração que atingiu a indústria nacional, na virada do século XX para o XXI, mostrou-se em si mesmo “concentrado”: há uma tendência de deslocamento espacial da indústria e dos serviços associados para áreas no interior do estado de São Paulo e sul de Minas Gerais.

Da mesma forma, as novas localizações industriais, como nos setores automobilístico e de construção naval, privilegiaram sempre áreas densamente povoadas e bem servidas de transporte e outros fatores – em geral áreas metropolitanas como as de Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte. As indústrias de bens intermediários, por seu turno, orientadas pelas fontes de matéria-prima, foram substancialmente reorientadas para as regiões Norte e Nordeste, como no caso do beneficiamento de metais ferrosos.

Intensivos em capital, esses complexos de mineração trouxeram profundas transformações sociais e ambientais. Um exemplo importante é o da fabricação de ferro-gusa para exportação no corredor ferroviário Carajás-Itaqui, entre o Pará e o Maranhão, alimentada por carvoarias que utilizavam madeira de florestas nativas, sob condições precárias de trabalho.

Desflorestamento e degradação ambiental são também processos relacionados à expansão da agroindústria alimentar da cadeia carne-grãos, que avançou, sobretudo, na região Centro-Oeste. Tanto o padrão técnico quanto a larga escala da produção levam a um alto consumo de agrotóxicos, com profundos efeitos sobre os ecossistemas regionais, incluindo os ricos aquíferos do bioma Cerrado.6

Essas situações são retratadas, entre outros lugares, nos mapas relativos às fontes de ameaça às biodiversidades terrestre e fluvial, bem como naqueles que mostram a distribuição das espécies ameaçadas de extinção (aves, mamíferos, répteis, anfíbios, insetos e invertebrados aquáticos e peixes, páginas 90-96, 107-109). Embora o seu ritmo tenha diminuído substancialmente desde a década de 1990, o desflorestamento zero da Floresta Amazônica permanecia e ainda permanece como um dos grandes desafios da sociedade brasileira.

Enfim, a leitura dos Atlas Nacionais do Brasil permitirá ao leitor conhecer e refletir um pouco mais sobre a trajetória histórica do território brasileiro, assim como a evolução do método geográfico de análise e representação.

1 - Citado por Walter Goffart, Historical Atlases: The First Three Hundred Years, 1570-1870. Chicago: The University of Chicago Press, 2003, p. 1.
2 - Richard Hartshorne, The nature of geography: a critical survey of current thought in the light of the past. Ann Harbor: The Association of American Geographers, 1939.
3 - Speridio Faissol, Diviso regional do Brasil, in Conselho Nacional de Geografia, Atlas do Brasil (Geral e Regional). Rio de Janeiro: IBGE, 1959, p. 9.
4 - Ruth Lopes Magnanini, Populao urbana do Brasil em 1950, in Atlas do Brasil.
5 - Cludio Antnio G. Egler, O espao geoeconmico, in Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica, Atlas Nacional do Brasil Milton Santos. Rio de Janeiro: IBGE, 2010, p. 200.
6 - Idem, p. 201.

Atlas Nacional do Brasil Milton Santos 2010

O Atlas Nacional do Brasil Milton Santos 2010 incorporou o nome do gegrafo Milton Santos em seu ttulo conforme disposto na Lei n. 11.159, de 2 de agosto de 2005, que altera o nome do Atlas Nacional do Brasil publicado pelo IBGE a partir daquela data. Essa edio preserva o mtodo de elaborao de seu temrio segundo a seleo prvia de grandes questes nacionais. Ele tem como sequencia temtica, os seguintes ttulos: O Brasil no Mundo, que contextualiza o Brasil no contexto mundial; Territrio e Meio Ambiente, que elenca inmeros temas como o da evoluo da malha municipal, o dos espaos institucionalizados e o da diviso regional do Brasil; Recursos Naturais e Questes Ambientais, que ressalta os temas relativos ao Relevo, Clima, Solos, Vegetao, Recursos Hdricos, Fauna Ameaada de Extino e Biodiversidade: Sociedade e Economia, que contempla o Processo Demogrfico Brasileiro, Qualidade de Vida e Desenvolvimento Local, Diversidade Cultural, Espao Geoeconmico, Mudanas Recentes no Espao Rural. Finalmente, o ttulo referente questo das Redes Geogrficas contempla as Redes Geogrficas, como a Rede Urbana, as Redes Geodsicas e Cartogrficas, alm dos temas relativos Logstica do territrio nacional, destacando os inmeros eixos virios, aquavirios, areos e informacionais que interligam o imenso territrio brasileiro. O texto introdutrio do Atlas Nacional do Brasil Milton Santos foi elaborado pela gegrafa Bertha K. Becker.

Atlas Nacional do Brasil 2005

O Atlas Nacional do Brasil divulgado em 2005 tem como principal inovao em relao edio de 2000 sua disponibilizao em DVD, o que possibilitou o uso de pequenos filmes tornando mais viva a informao acerca das paisagens naturais presentes em algumas Unidades de Conservao existentes nos biomas brasileiros. Esse Atlas reproduz o temrio da publicao do Atlas Nacional do Brasil 2000, tornando, contudo, esse produto acessvel a um pblico mais amplo.

Atlas Nacional do Brasil 2000 (digitalizao em curso)

O Atlas Nacional do Brasil 2000 foi a primeira publicao desse tipo elaborada em ambiente digital no IBGE, constituindo, desse modo, uma referncia temporal importante em termos de produo da srie Atlas Nacional do Brasil na Instituio. Dentro de uma viso abrangente na qual no cabe a exigncia de uma explicao nica perante um complexo processo social que tem diversos efeitos no territrio, a estruturao dessa edio do Atlas Nacional do Brasil tem por base a ordenao de temas segundo grandes questes nacionais previamente formuladas. Essas questes pretendem romper com a tradicional ordenao temtica portadora, por vezes, de uma viso fragmentada da realidade territorial do Pas. Nesse sentido, foram elencadas as seguintes questes: O Brasil e a geopoltica mundial; Configurao poltica do espao brasileiro; Geografia Ambiental do Brasil; Desmatamento e Alteraes do Balana Hdrico da Bacia Amaznica; Dinmica da Populao Brasileira; Mudanas no Espao Econmico; Reestruturao do Espao Agrrio; Questo Urbana; Perfil da Sade; Perfil da Educao e Logstica do Espao Brasileiro: as redes geogrficas. O Atlas Nacional do Brasil 2000 tem um texto introdutrio de autoria do gegrafo Milton Santos intitulado A dinmica territorial brasileira, hoje.

Atlas Nacional do Brasil 1996 (digitalizao em curso)

Elaborado para as comemoraes dos 60 anos do IBGE (1936-1996), o Atlas Nacional do Brasil 1996 contempla “diferentes aspectos da realidade” de modo a possibilitar comparaes e inter-relacionamentos temticos. Essa edio possui um complexo e extenso temrio abrangendo a Diviso Poltico-Administrativa, Geologia, Relevo, Clima, Solos, Disponibilidade de gua, Vegetao, Fauna, Conservao e Preservao, Populao, Infra-estrutura, Agricultura, Indstria, Atividades Tercirias, Urbanizao, Brasil no Mundo e Organizao Espacial. Em relao aos avanos verificados nas tcnicas de mapeamento, a compilao e a anlise das informaes cartogrficas valeram-se das inovaes alcanadas no perodo pelas tcnicas de sensoriamento remoto e recursos computacionais.

Atlas Nacional do Brasil 1992

O Atlas Nacional do Brasil em sua edio de 1992 apresenta uma estrutura temria que iria ser replicada na edio subsequente, contemplando a seguinte relao sequencial de folhas: Diviso Poltico-Administrativa, Geologia, Relevo, Clima, Solos, Disponibilidade de gua, Vegetao, Fauna, Conservao e Preservao, Populao, Infra-estrutura, Agricultura, Indstria, Atividades Tercirias, Urbanizao, Brasil no Mundo e Organizao Espacial. Em sua Apresentao ressaltado o fato de o Atlas “sintetizar o esforo empreendido ao longo de quatro anos pelas reas de geografia e cartografia do IBGE, no sentido de descrever e interpretar os modos de organizao e transformao do espao geogrfico brasileiro. Essa edio do Atlas Nacional do Brasil traz como informao geogrfica inovadora o recorte territorial das nove Regies Metropolitanas definidas pelo Departamento de Geografia e tematizadas no Atlas segundo as condies de saneamento bsico.

Atlas Nacional do Brasil 1966

Elaborado pelo Conselho Nacional de Geografia, o Atlas Nacional do Brasil em sua edio de 1966 foi descrito, em sua introduo, como um “atlas geogrfico complexo contendo uma generalizao dos conhecimentos cientficos contemporneos no domnio da geografia” e que tem “como objetivo apresentar, sob a forma de mapas, a sntese dos fatos geogrficos naturais e culturais, sua localizao, distribuio, fatores determinantes e tendncias de sua evoluo atravs do espao brasileiro’. Na parte denominada Brasil Geral, que consta dessa publicao, compreende a geografia sistemtica e se constitui de cinco conjuntos de mapas sob a denominao geral de: Brasil Poltico-Administrativo, Brasil Fsico, Brasil Demogrfico, Brasil Econmico e Brasil Sociocultural, totalizando um total de 50 “folhas de mapas na escala de 1:12.500.000, com encartes na escala de 1:32.000.000.

Atlas Nacional do Brasil 1965

Elaborado pelo Conselho Nacional de Geografia, o Atlas Nacional do Brasil em sua edio de 1965 constitui um conjunto de Mapas produzidos por ocasio do United Nations Inter-Regional Seminary on Cartography in Economic Development. Em sua apresentao afirma-se como objetivo dessa edio do Atlas Nacional “apresentar sob a forma de mapas, cartogramas, grficos e textos elucidativos e sntese dos fatos geogrficos, naturais e culturais, sua localizao, distribuio, fatores determinantes e tendncias de sua evoluo atravs do espao brasileiro”. O compromisso com sua atualizao afirmado no sentido de acompanhar as mudanas operadas na “realidade brasileira, de modo a atender aos interesses dos rgos governamentais, das instituies educacionais, das organizaes industriais, dos grupos profissionais e dos estudantes em geral”. Seu temrio abrange 6 grandes itens apresentados sequencialmente: Brasil Poltico; Brasil Fsico; Brasil Demogrfico; Brasil Econmico; Brasil Scio-cultural e Posio Internacional. Ele apresenta um conjunto numericamente pequeno de mapas que iro compor a verso mais ampliada do Atlas Nacional do Brasil no ano seguinte, isto , em 1966.

Atlas do Brasil 1959 (digitalizao em curso)

Estruturado segundo a antiga dicotomia Geografia Regional/Geografia Geral, o Brasil apresentado, na primeira parte do Atlas do Brasil de 1959 enquanto um conjunto de regies, enquanto a segunda parte apresenta um panorama na escala do territrio nacional como um todo. O Brasil foi dividido em seis grandes regies: Norte (atuais estados do Amazonas, Par, Acre, Roraima, parte de Rondnia, parte do Mato Grosso e parte do Maranho) Meio-Norte (atual Piau, parte do Maranho e parte do Cear), Nordeste (atuais Rio Grande do Norte, Paraba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e parte da Bahia), Leste (atuais Esprito Santo, Rio de Janeiro, parte de Minas Gerais, parte da Bahia e parte de So Paulo), Sul (Paran, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte de So Paulo) e Centro-Oeste (atuais Gois, Mato Grosso do Sul, Tocantins, parte do Mato Grosso e parte do Maranho). Seguindo o tradicional temrio geogrfico, cada regio foi analisada em termos de relevo, clima, vegetao, distribuio da populao (rural e urbana), atividades econmicas e redes de transporte e na segunda parte do Atlas, os mesmos temas so estudados no mbito do conjunto do territrio nacional. De caracterstico o fato de essa edio ter o formato editorial de um livro.


Atlas Geográfico Escolar 2002

Fundamental para o conhecimento da sociedade, território e dinâmica da população brasileira e de outros países, o Atlas aborda vários aspectos da nossa realidade e de outras nações, tais como: diversidade ambiental e cultural, características demográficas, espaço econômico, urbanização, espaço das redes, regionalização, desigualdades socioeconômicas, estrutura da população, recursos naturais, redes de transportes e indicadores econômicos, ambientais e sociais. Também contém textos explicativos sobre noções básicas de cartografia e formação dos continentes. O Atlas contempla os parâmetros e Referências Curriculares Nacionais (PCN) do MEC, na medida em que possibilita ao aluno observar, conhecer, entender e refletir as características do local onde vive, além de outras paisagens e espaços geográficos distantes. Reunindo num mesmo volume informações geográficas, cartográficas e estatísticas, o Atlas oferece um conjunto de informações imprescindíveis para o estudo e a análise das dimensões política, ambiental e econômica do Brasil e de outros países e espera, desta forma, despertar o interesse do público jovem para a compreensão da nossa realidade e de outras tão diversas e dinâmicas que compõem o cenário sociopolítico e econômico mundial da atualidade.


Atlas das Representaes Literrias de Regies Brasileiras

A coleo Atlas das representaes literrias de regies brasileiras tem por objetivo identificar e representar, por meio de mapas em diferentes escalas, fotos e imagens de satlite, regies brasileiras que constituram elemento marcante da trama de algumas das grandes obras da literatura nacional, construindo, dessa forma, um mapeamento onde a identidade o elemento central para individualizao dos diferentes segmentos territoriais que compem o quadro nacional. Ao oferecer sociedade brasileira este Atlas, o IBGE alinha-se s tendncias mais recentes dos estudos geogrficos e das Cincias Humanas em geral, que buscam incorporar a dimenso cultural agenda das pesquisas sobre dinmica da populao e do territrio.

Atlas das Representaes Literrias de Regies Brasileiras - volume 3 (2016) - Sertes Brasileiros II

Sertes Brasileiros II rene os recortes territoriais de Sertes do Oeste e Sertes de Passagem, seguindo a proposta que fundamentou as edies anteriores, qual seja, a de identificar regies que se formaram no processo de ocupao do territrio e que, por suas peculiaridades, deixaram uma marca indelvel em nossa histria, ensejando o surgimento de manifestaes culturais com forte presena no imaginrio nacional. A construo dos contornos regionais delineados no presente volume foi efetuada a partir de publicaes clssicas de gegrafos, historiadores, socilogos, antroplogos e outros estudiosos das dinmicas socioespaciais brasileiras, mas valendo-se, tambm, de recentes produes acadmicas, resultantes de um cenrio de expanso fsica e qualitativa do ambiente universitrio e de sistemas de ps-graduao, que permitiram vir tona novas anlises e novos aportes aos conhecimentos j estabelecidos. Mantendo a proposta metodolgica original do projeto, todo esse processo de percepo das regies coroado pela incorporao de romances nacionais. Na abordagem de Sertes Brasileiros II, foram selecionadas passagens de obras de Bernardo lis, Mrio Palmrio, Agripa Vasconcelos, Visconde de Taunay, Bernardo Guimares, Camilo Chaves, Hernani Donato, Moura Lima, Rogrio de Camargo, Brgido Ibanhes, Maria Jos Silveira, Marcos Faustino, entre muitos outros que eternizaram, de forma brilhante, personagens memorveis, conflitos sociais e processos histricos que marcaram a formao socioespacial brasileira.

Atlas das Representaes Literrias de Regies Brasileiras - volume 2 (2009) - Sertes Brasileiros I

Nos Sertes Brasileiros I esto apresentadas algumas das regies que se formaram ao longo do processo de ocupao do Territrio Nacional, desde o Sculo XVI, particularmente em segmentos aos quais, por alguma razo, foi atribuda, um dia, a condio de serto. Confirmando a proposta de trabalho assumida desde o primeiro volume da coleo, os recortes territoriais ora propostos Sertes do Leste, Sertes do Ouro e Sertes dos Currais, Serto de Cima e Sertes Nordestinos no esto orientados pelas divises poltico-administrativas, tampouco pela regionalizao geogrfica brasileira, mas, sim, pelas caractersticas e extenses definidas a partir das dinmicas econmica, populacional, cultural e ambiental que lhes deram origem. A publicao configura, inicialmente, por meio de textos e mapas, cada um dos segmentos selecionados em sua dimenso geogrfica, com base na regionalizao definida tanto pelo IBGE quanto por outras Instituies, enfocando, a seguir, a dimenso cultural dessas unidades territoriais com base na percepo da regio pela Literatura. Essa abordagem expressa em passagens selecionadas de Jos de Alencar, Coelho Netto, Agripa Vasconcelos, Joo Guimares Rosa, Herberto Sales, Afrnio Peixoto, Cludio Aguiar, Ariano Suassuna, entre outros importantes romancistas que do visibilidade ao serto, objeto do presente volume. So apresentados, ainda, mapas localizando a regio que emerge dos romances, bem assim fotos ou imagens. Em todos os textos, foram destacados em negrito alguns termos regionais referentes ao territrio e seu processo de apropriao, os quais integram um glossrio, ao final da obra.

Atlas das Representaes Literrias de Regies Brasileiras volume 1 (2006) - Brasil Meridional

Este primeiro volume compreende a Campanha Gacha, Colnias, Vale do Itaja e Norte do Paran. Apresenta, inicialmente, por meio de textos e mapas, cada uma dessas regies em sua dimenso geogrfica, com base na regionalizao definida tanto pelo IBGE quanto por outras Instituies, enfocando, a seguir, a dimenso cultural dessas unidades territoriais com base na percepo da regio pela Literatura. Essa abordagem expressa em passagens selecionadas de Erico Verissimo, Cyro Martins, Simes Lopes Neto, Josu Guimares, Jos Clemente Pozenato, Charles Kiefer e Alcy Cheuiche, entre outros importantes romancistas, que do visibilidade ao Brasil Meridional, objeto deste volume. So apresentados, ainda, mapas localizando a regio que emerge dos romances, bem assim fotos ou imagens. Em todos os textos foram destacados em negrito os termos regionais referentes ao territrio e seu processo de apropriao, os quais integram um glossrio, ao final da obra. Alm das quatro regies brasileiras, o presente Atlas dedica um captulo exclusivo rea das Misses Jesuticas no Rio Grande do Sul que constitui valiosa referncia para a compreenso de boa parte dos costumes e tradies da Campanha Gacha.


Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil

O Atlas Geogrfico das Zonas Costeiras e Ocenicas do Brasil voltado para a difuso, entre os estudantes e o pblico em geral, de informaes e conhecimentos atualizados sobre o litoral brasileiro, abordando as dimenses histrica, demogrfica, econmica, social, cultural e natural. A publicao tornou-se realidade a partir de uma ideia concebida pela Comisso Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) e desenvolvida em conjunto com a Coordenao de Geografia da Diretoria de Geocincias do IBGE. O objetivo incentivar a sociedade a pensar, conhecer e valorizar o uso racional da biodiversidade e dos recursos minerais e energticos presentes nas guas ocenicas, solo e subsolo marinhos, que constituem parte fundamental do desenvolvimento socioeconmico e da sustentabilidade ambiental do pas. O Atlas apresenta ainda a evoluo da distribuio da populao pelo territrio e os padres de ocupao do litoral, tratando de temas socioeconmicos e suas relaes com os ambientes costeiros: populao, turismo, balneabilidade, recursos pesqueiros, estrutura porturia, logstica do petrleo e reas de preservao e proteo ambiental. Sua verso digital permite a anlise comparativa de seus mapas em um ambiente interativo.




Atlas do Censo Demogrfico

A interpretao geogrfica da informao constante do Censo Demogrfico do IBGE constitui um desafio renovado de captar no s a evoluo do perfil demogrfico da sociedade brasileira, como tambm do processo mais geral de distribuio dessa populao no territrio nacional, o que envolve interpretar as formas, sempre em transformao, de povoamento do Pas e de suas regies. Nesse sentido, o compromisso de traar a geografia da populao brasileira, a cada dez anos, remete reflexo acerca dos processos mais gerais que dinamizam o movimento de urbanizao do pas, assim como a gerao das desigualdades socioespaciais geradas ao longo desse movimento e que envolve, necessariamente, as populaes residentes no s nas cidades, como no campo.

Atlas do Censo Demogrfico 2010

Com este Atlas, o IBGE apresenta as diferentes facetas da configurao do territrio nacional e as mltiplas dimenses que compem a dinmica e o perfil da evoluo de sua populao, ampliando, dessa forma, a possibilidade de anlise dos contrastes demogrficos e das desigualdades sociais e regionais enfocadas nos volumes de resultados do Censo Demogrfico 2010 j divulgados. Para revelar tais questes, a publicao estrutura-se em um temrio que contempla, de forma abrangente e interligada, as vrias dimenses que compem a dinmica e o perfil demogrfico da populao, com nfase nas diferenas regionais e locais encontradas. Os temas selecionados abarcam a insero do Brasil no mundo, a diviso poltico-administrativa do Pas, as caractersticas demogrficas da populao, bem como sua distribuio espacial, fluxos no territrio e aspectos da urbanizao, alm de abordagens relacionadas s condies de habitao, perfil socioeconmico e diversidade cultural. A publicao inclui um glossrio com os termos e conceitos considerados relevantes para a compreenso dos resultados. Em conjunto, as informaes ora disponibilizadas contextualizam as mudanas contemporneas na geografia da populao brasileira, vindo ao encontro do crescente interesse despertado, nos ltimos tempos, pelo entendimento do territrio em mltiplas escalas geogrficas.

Atlas do Censo Demogrfico 2000

Os conjuntos temticos do Atlas do Censo Demogrfico 2000 incluem: Principais Caractersticas da Distribuio da Populao no Mundo, Estrutura Territorial e Demogrfica, Mobilidade Espacial da Populao e Urbanizao, Condies de Habitao e Perfil Social e Econmico da Populao. Os temas so apresentados de forma abrangente e interligada, revelando as vrias dimenses que compem a dinmica e o perfil demogrfico da populao brasileira, dando nfase s especificidades regionais. Cada um dos conjuntos temticos constitudo de textos e pranchas compostas de mapas, grficos, tabelas, fotografias e imagens de satlite que permitem apresentar, por meio da espacializao dos dados censitrios, a configurao do territrio brasileiro.


Atlas do Espao Rural Brasileiro 2011

A interpretao geogrfica das informaes agropecurias produzidas pelo IBGE, em especial pelo Censo Agropecurio 2006, faz do Atlas do espao rural brasileiro um projeto comprometido com uma perspectiva integrada da dinmica socioeconmica do rural brasileiro contemporneo. O refinamento do instrumental estatstico e cartogrfico, na delimitao e caracterizao do espao rural, passa pela absoro do territrio enquanto categoria de anlise fundamental para dar conta da complexa realidade do campo brasileiro na atualidade, onde o rural no se resume mais ao lugar de realizao de atividades primrias estrito senso, mas, antes, a uma trama territorial envolvendo os campos e cidades, com destaque para uma integrao intersetorial da economia e para a emergncia da varivel ambiental como elemento-chave. Com efeito, visto na primeira dcada do Sculo XXI como a maior potncia agrcola e ambiental do Planeta, a elaborao do Atlas do espao rural brasileiro possui, na atualidade, o desafio de superar a viso da agropecuria e do rural nacional a partir de paradigmas que no cabem mais na complexidade do mundo contemporneo. Esse projeto pretende, assim, superar o paradigma da modernizao da agricultura que norteou a produo da geografia agrria no IBGE em dcadas anteriores, abrindo-se a uma viso multidimensional do mundo rural. Nesse sentido, embora haja a necessidade de se manter o sequenciamento de mapas e temas, o comprometimento conceitual da anlise integrada dos temas abordados reafirmado nos textos introdutrios. O complexo pensamento geogrfico e a abordagem territorial do espao rural se impem. Desse modo, apontar novas foras sociais, formas de apropriao e uso dos recursos naturais e, enfim, novos processos estruturantes do espao rural brasileiro, captados nas informaes contidas nas bases de dados do IBGE, constituem o escopo desse projeto. Nesse contexto, a diviso temtica do Atlas do espao rural brasileiro deve estar em sintonia com um mundo rural renovado, no qual a primazia marcante das atividades primrias agricultura, pecuria, silvicultura etc. cede espao a uma maior diversificao temtica. A cabem, portanto, diversos temas abordados, seja o das relaes rural-urbano, da Tecnologia de Informao e Conhecimento - TIC, da logstica e dos fluxos traados por complexas cadeias produtivas, dos condicionantes ambientais, entre outros, que recontextualizam e tornam mais complexa a questo do uso da terra e da distribuio/especializao da produo agropecuria, assim como o da reproduo dos diversos segmentos de produtores que convivem e, por vezes, disputam o espao rural brasileiro.


Atlas de Saneamento

A trajetria da pesquisa de saneamento no IBGE, saindo de uma abordagem inicialmente restrita ao campo econmico, passando pelas estatsticas sociais e chegando aos temas territoriais e ambientais, acompanhou, de certo modo, a evoluo de seu entendimento enquanto uma questo complexa que requer uma compreenso geogrfica e, portanto, integradora, das relaes sociedade-natureza que interferem no cotidiano da populao brasileira, notadamente daquela que habita os grandes centros urbanos do pas. A questo do saneamento no pode ser vista, assim, de forma homognea e muito menos linear em todo o territrio nacional. Ao contrrio, ela requer uma abordagem coerente com a diversidade ambiental e social que interfere, dinamicamente, na prpria compreenso dessa questo como resposta ajustada s inmeras realidades demogrficas, sociais, polticas e ambientais presentes no imenso territrio nacional.

Atlas de Saneamento 2011

As profundas desigualdades regionais existentes na infraestrutura de saneamento fazem da universalizao e da melhoria dos servios de abastecimento de gua, esgotamento sanitrio, limpeza urbana, coleta de lixo e drenagem urbana, um objetivo a ser alcanado, ainda hoje, pelo Estado e conquistado pela sociedade brasileira. Ao reunir informaes da Pesquisa Nacional de Saneamento Bsico - PNSB 2008, realizada em parceria com o Ministrio das Cidades, bem como estatsticas do Censo Demogrfico 2010 e de fontes provenientes de outros rgos e entidades, este Atlas oferece uma ampla abordagem da questo enfocando no s a distribuio espacial, qualidade e eficincia das redes e dos servios oferecidos no Pas, como tambm a natureza relacional do saneamento bsico com a preservao do meio ambiente e a qualidade de vida das populaes. Apresenta ainda, espacializao de alguns temas segundo bacias hidrogrficas, fundamental para o entendimento do impacto causado pelas formas de ocupao e uso do territrio sobre os recursos hdricos. Mapas, textos analticos, grficos, tabelas e imagens, alm de um glossrio com os termos e conceitos considerados relevantes, facilitam a compreenso integrada dos temas selecionados.

Atlas de Saneamento 2004

A divulgao pelo IBGE do Atlas de Saneamento constitui uma oportunidade nica de revelar, de forma direta, as profundas desigualdades regionais existentes nesse setor e que, ainda hoje, fazem da universalizao e da melhoria dos servios de abastecimento de gua, esgotamento sanitrio, limpeza urbana e coleta de lixo e drenagem urbana um objetivo a ser alcanado pelo Estado e conquistado pela sociedade. Nesse sentido, o Atlas de Saneamento possibilita uma leitura privilegiada do carter trasnsdisciplinar inerente questo do saneamento que, em sua definio clssica, constitui o conjunto de aes visando modificao das condies ambientais com a finalidade de prevenir a difuso de vetores patognicos e de promover a sade pblica e o bem-estar da populao. A sade ganha, assim, uma definio internacional que a considera como o completo bem-estar fsico, mental e social e no somente a ausncia de doena. A necessidade de abordar os problemas de ambiente, sade e saneamento de forma interligada e o reconhecimento da importncia da salubridade do meio natural alterado pelo homem so aspectos que devem ser resgatados em uma abordagem geogrfica da questo do saneamento. Disto resulta a necessidade de contemplar outros fatores, tais como o aumento e densidade da populao urbana, a expanso industrial e agrcola, que trouxeram em seu bojo a carncia e a poluio dos recursos hdricos, assim como os aspectos naturais da hidrografia e topografia do terreno, clima e vegetao, entre outros. A amplitude dos itens pesquisados acabou por diversificar as fontes de informao consultadas, a includas no s pesquisas do prprio IBGE, em especial o Censo Demogrfico 2000, como informaes provenientes de outros rgos e entidades que muito contriburam para o enriquecimento do temrio proposto. A abrangncia que adquiriu a questo do saneamento revela-se na prpria sequncia de temas abordados ao longo do Atlas de Saneamento 2004 e que foi construda com o objetivo de abordar os vrios ngulos de anlise que comportam, na atualidade, a discusso do saneamento bsico no Brasil.


Atlas Nacional de Comércio e Serviços – 1ª edição - 2013

Um dos principais requisitos para a formulação de políticas públicas pelo Governo e a realização de bons negócios pelo setor privado é a existência de informações oficiais fidedignas que permitam avaliar oportunidades dispersas pelo País. O Atlas Nacional de Comércio e Serviços  é uma publicação da Secretaria de Comércio e Serviços do MDIC, em parceria com o IBGE, IPEA, Sebrae, entidades representativas do setor  privado e com o apoio da ABDI. O Atlas é uma iniciativa prevista no Plano Brasil Maior (PBM 2011-2014) e alinhada ao Plano Plurianual (PPA 2012-2015) para a criação de um  referencial público de informações econômicas sobre o setor terciário no País, a fim de orientar as políticas públicas e os investimentos  privados. Pretende-se expor a estrutura e a diferenciação interna da atividade econômica realizada no território brasileiro, indicando seus padrões de  comportamento espacial. É importante entender de maneira aprofundada a concentração de determinados segmentos e a especialização de certas regiões, por meio da cartografia e da distribuição no espaço. A localização das ocupações e da geração de riqueza permitirá ainda a visualização da divisão territorial dos setores de comércio, serviços e serviços logísticos apresentada na economia brasileira. Os novos padrões demográfico e socioeconômico são igualmente importantes para entender os desafios do setor terciário, bem como as oportunidades.

Com o intuito de incluir e disseminar informações espaciais por meio da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), foram incluídas algumas camadas de mapas utilizados no Atlas. As informações podem ser acessadas em http://www.visualizador.inde.gov.br/, na parte temática, em Atlas Nacional de Comércio e Serviços.