Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclios

Metodologia

Sumrio

Introduo

Conceituao das Caractersticas Investigadas

  • Datas e perodos de referncia
  • Domiclio
  • Populao residente
  • Situao do domiclio
  • Caractersticas gerais
  • Idade
  • Famlia
  • Condio na famlia

Caractersticas de trabalho e rendimento

  • Trabalho
  • Pessoas ocupadas
  • Empreendimento
  • Nmero de trabalhos
  • Trabalho principal da semana de referncia
  • Posio na ocupao
  • Atividade
  • Salrio mnimo
  • Rendimento mensal de trabalho
  • Rendimento mensal de outras fontes
  • Rendimento mensal
  • Rendimento mensal familiar

Caractersticas de sade

  • Datas e perodos de referncia
  • Morbidade
  • Auto-avaliao do estado de sade
  • Restrio das atividades habituais por motivo de sade
  • Nmero de dias de restrio das atividades habituais por motivo de sade
  • Doena crnica
  • Plano de sade
  • Plano de sade de instituio de assistncia de servidor pblico
  • Cobertura de plano de sade
  • Nmero de planos de sade
  • Plano de sade principal
  • Qualificao no plano de sade
  • Mensalidade do plano de sade
  • Responsvel pelo pagamento do plano de sade
  • Valor da mensalidade do plano de sade
  • Atendimento por meio de rede prpria do plano de sade
  • Rede credenciada pelo plano de sade
  • Atendimento por meio de rede credenciada pelo plano de sade
  • Reembolso de despesa pelo plano de sade
  • Tipos de cobertura do plano de sade
  • Consultas mdicas
  • Exames complementares
  • Internaes hospitalares
  • Medicamentos fora de internao
  • Assistncia odontolgica
  • Fator moderador
  • Incidncia de fator moderador sobre servio coberto pelo plano de sade
  • Hbito de procurar o mesmo servio de sade
  • Posto ou centro de sade
  • Ambulatrio ou consultrio de empresa ou sindicato
  • Ambulatrio ou consultrio de clnica
  • Ambulatrio de hospital
  • Pronto socorro ou emergncia
  • Agente comunitrio de sade
  • Tipo de servio de sade habitualmente procurado
  • Consulta mdica
  • Nmero de consultas mdicas
  • Consulta a dentista
  • Tempo decorrido desde a ltima consulta a dentista
  • Procura de atendimento de servio de sade
  • Motivo da procura de atendimento de sade
  • Hospital
  • Tipo de servio em que procurou o primeiro atendimento de sade
  • Ocorrncia de atendimento de sade na primeira vez em que foi procurado
  • Motivo de no ter ocorrido atendimento de sade na primeira vez em que foi procurado
  • Retorno procura de atendimento de sade
  • Tipo de servio em que procurou o ltimo atendimento de sade
  • Ocorrncia de atendimento de sade na ltima vez em que foi procurado
  • Motivo de no ter ocorrido atendimento de sade na primeira vez em que foi procurado
  • Retorno procura de atendimento de sade
  • Tipo de servio em que procurou o ltimo atendimento de sade
  • Ocorrncia de atendimento de sade na ltima vez em que foi procurado
  • Motivo de no ter ocorrido atendimento de sade na ltima vez em que foi procurado
  • Tipo de atendimento de sade recebido
  • Rede que prestou o atendimento de sade
  • Cobertura por plano de sade do atendimento recebido
  • Pagamento do atendimento de sade recebido
  • Sistema nico de Sade - SUS
  • Atendimento de sade prestado pelo SUS
  • Avaliao do atendimento de sade recebido
  • Motivo de no ter procurado atendimento de sade
  • Ocorrncia de internao
  • Nmero de internaes
  • Cobertura da internao por plano de sade

PLANO DE AMOSTRAGEM

  • Processo de seleo da amostra
  • Cadastro de unidades domiciliares
  • Processo de expanso da amostra
  • Preciso das estimativas
  • Funo ajustante dos erros amostrais
  • Coeficientes de regresso e coeficientes de variao ajustados

Equipe tcnica

  • Anexo I - Ramos e classes de atividade
  • Anexo II - Frao de amostragem e composio da amostra, segundo as Unidades da Federao e as Regies Metropolitanas

Introduo

O sistema de pesquisas domiciliares, implantado progressivamente no Brasil a partir de 1967, com a criao da Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclios - PNAD, tem como finalidade a produo de informaes bsicas para o estudo do desenvolvimento socioeconmico do Pas.

Trata-se de um sistema de pesquisas por amostra de domiclios que, por ter propsitos mltiplos, investiga diversas caractersticas socioeconmicas, umas de carter permanente nas pesquisas, como as caractersticas gerais da populao, educao, trabalho, rendimento e habitao, e outras com periodicidade varivel, como as caractersticas sobre migrao, fecundidade, nupcialidade, sade, nutrio e outros temas que so includos no sistema de acordo com as necessidades de informao para o Pas.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclios teve incio no segundo trimestre de 1967, sendo os seus resultados apresentados com periodicidade trimestral, at o primeiro trimestre de 1970. A partir de 1971 os levantamentos passaram a ser anuais com realizao no ltimo trimestre. A pesquisa foi interrompida para a realizao dos Censos Demogrficos de 1970, 1980 e 1991.

Na dcada de 70, os principais temas investigados na PNAD, alm de aspectos gerais da populao, educao, trabalho, rendimento e habitao, foram migrao e fecundidade. Em 1974/1975, foi levada a efeito uma pesquisa especial, denominada Estudo Nacional da Despesa Familiar - ENDEF, que, alm dos temas anteriores, investigou consumo alimentar e oramentos familiares. Durante a realizao do ENDEF o levantamento bsico da PNAD foi interrompido.

As pesquisas realizadas na dcada de 80 mantiveram inalteradas as caractersticas do levantamento bsico, visando, com isso, gerar uma srie histrica de resultados. Ademais, a pesquisa bsica incorporou a investigao da cor das pessoas, a partir de 1987, e a existncia de rdio e televiso nos domiclios particulares permanentes, a partir de 1988. Atravs de pesquisas suplementares foram investigados os seguintes temas: sade em 1981; educao em 1982; mo-de-obra e previdncia em 1983; fecundidade feminina em 1984; situao do menor em 1985; anticoncepo, acesso a servios de sade, suplementao alimentar e associativismo em 1986; participao poltico-social e estoque de aparelhos utilizadores de energia em 1988; e trabalho em 1989 e 1990.

A pesquisa bsica da PNAD de 1992, alm de aspectos gerais da populao, educao, trabalho, rendimento e habitao, agregou os temas: migrao, fecundidade e nupcialidade. Esta mesma abrangncia foi mantida em 1993 e 1995. Em 1994, por razes excepcionais, no foi realizado o levantamento da PNAD. A extenso e profundidade da pesquisa bsica determinou que no houvesse levantamento suplementar em 1992, 1993 e 1995. Em 1996, para possibilitar a incluso do tema mobilidade social, foram retirados dois tpicos (trabalho das crianas de 5 a 9 anos de idade e ensino supletivo) e um tema (nupcialidade) da pesquisa bsica. Em 1997, alm dos tpicos e do tema excludos em 1996, foi retirado o tema mobilidade social. Em 1998, alm do que foi pesquisado em 1997, foram includos o tema sade e o tpico trabalho das crianas de 5 a 9 anos de idade.

A investigao do tema sade na pesquisa de 1998 objetivou a obteno de informaes sobre a morbidade percebida, o acesso a servio de sade, a cobertura por plano de sade, a utilizao dos servios de sade e os gastos com sade. Buscou, tambm, informaes para mensurar as condies de mobilidade fsica das pessoas de 14 anos ou mais.

A partir da PNAD de 1992, para captar determinados grupos de pessoas envolvidas em atividade econmica que, anteriormente, no eram includas na populao ocupada, o conceito de trabalho tornou-se mais abrangente. O instrumento de coleta das informaes da pesquisa foi estruturado de forma que possibilita, atravs da realocao das parcelas correspondentes ampliao do conceito de trabalho, gerar resultados comparveis com os obtidos nos levantamentos da PNAD anteriores ao de 1992.

A abrangncia geogrfica da PNAD vem se ampliando gradativamente. Iniciada em 1967 na rea que hoje compreende o Estado do Rio de Janeiro, ao final da dcada de 60 a PNAD j abrangia as Regies Nordeste, Sudeste e Sul e o Distrito Federal. Reiniciada em 1971 nas reas que abrangem o atual Estado do Rio de Janeiro, o Estado de So Paulo e a Regio Sul, em 1973 j cobria as Regies Nordeste, Sudeste e Sul, o Distrito Federal e a rea urbana da Regio Norte e das demais Unidades da Federao da Regio Centro-Oeste. Esta cobertura foi mantida at 1979. Em 1981 a abrangncia geogrfica da PNAD foi mais uma vez ampliada, passando a excluir somente a rea rural da antiga Regio Norte, que compreendia as seguintes Unidades da Federao: Rondnia, Acre, Amazonas, Roraima, Par e Amap. Para as pesquisas da dcada de 90 esta abrangncia geogrfica foi mantida, ou seja, a PNAD continuou a cobrir todo o Pas, com exceo da rea rural dessas seis Unidades da Federao.

Em 1988, o antigo Estado de Gois foi desmembrado para constituir os atuais Estados de Gois e Tocantins, passando este ltimo a fazer parte da Regio Norte. Por razes de ordem tcnica, estas alteraes somente foram incorporadas a partir da PNAD de 1992. Conseqentemente, para os levantamentos da PNAD, realizados de 1988 a 1990, as estatsticas produzidas para a Regio Norte no incluram a parcela correspondente ao atual Estado de Tocantins, que permaneceu incorporada s da Regio Centro-Oeste.

As estatsticas apresentadas para o Brasil nas publicaes da PNAD foram obtidas considerando as informaes de todas as reas pesquisadas, representando, portanto, a totalidade do Pas, com exceo somente da rea rural de Rondnia, Acre, Amazonas, Roraima, Par e Amap. Entretanto, visando manter a homogeneidade dos resultados produzidos a partir de 1992 para as publicaes da PNAD, as estatsticas apresentadas para a Regio Norte referem-se somente sua parcela urbana, no agregando as informaes da rea rural do Estado de Tocantins, nica Unidade da Federao dessa Grande Regio em que o levantamento no se restringiu s reas urbanas. Unicamente para compor os resultados da Regio Norte urbana apresentados nas publicaes da PNAD, deu-se um tratamento especfico para a expanso da parcela referente rea urbana do Estado do Tocantins. A varivel independente adotada na construo do estimador utilizado para a expanso da amostra desta parcela foi a projeo de populao urbana do Estado do Tocantins. Todavia, os resultados referentes ao Estado do Tocantins que esto nas publicaes da PNAD foram obtidos pelos mesmos critrios adotados para as demais Unidades da Federao (ver o tpico processo de expanso da amostra).

A comparao dos resultados da PNAD a partir de 1992 com os das dcadas anteriores deve levar em conta que a classificao das reas urbanas e rurais feita de acordo com a legislao vigente por ocasio dos Censos Demogrficos. Portanto, ainda que a legislao tenha alterado a classificao de determinadas reas no perodo intercensitrio, a definio estabelecida por ocasio do Censo Demogrfico de 1980 foi mantida para as pesquisas da PNAD realizadas de 1981 a 1990 e, tambm, a classificao vigente por ocasio do Censo Demogrfico de 1991 permanecer para as pesquisas da PNAD do perodo de 1992 a 1999. Conseqentemente, as estatsticas por situao urbana e rural no captam integralmente a sua evoluo, sendo que as diferenas se intensificam a medida que os resultados obtidos se afastam do ano de realizao do Censo Demogrfico que serviu de marco para a classificao da situao do domiclio.

Maiores informaes sobre a metodologia da PNAD podem ser obtidas no Departamento de Emprego e Rendimento da Diretoria de Pesquisas do IBGE.

Conceituao das Caractersticas Investigadas

A pesquisa abrange a populao residente nas unidades domiciliares (domiclios particulares e unidades de habitao em domiclios coletivos).

As caractersticas gerais foram pesquisadas para todas as pessoas e as de trabalho e rendimento, para as pessoas de 10 anos ou mais de idade. As caratersticas de sade foram investigadas para todas as pessoas e as mobilidade fsica, para as pessoas de 14 anos ou mais de idade.

Apresentam-se a seguir conceitos, definies, datas e perodos de referncia utilizados na classificao das caractersticas que so objeto desta divulgao.

Datas e Perodos de Referncia

Data de referncia - Foi o dia 26 de setembro de 1998.

Semana de referncia - Foi a semana de 20 a 26 de setembro de 1998.

Ms de referncia - Foi setembro de 1998.

Domiclio

Conceituou-se como domiclio o local de moradia estruturalmente separado e independente, constitudo por um ou mais cmodos.

A separao fica caracterizada quando o local de moradia limitado por paredes, muros, cercas etc, coberto por um teto, e permite que seus moradores se isolem, arcando com parte ou todas as suas despesas de alimentao ou moradia.

A independncia fica caracterizada quando o local de moradia tem acesso direto, permitindo que seus moradores possam entrar e sair sem passar por local de moradia de outras pessoas.

Classificaram-se os domiclios como particulares quando destinados a habitao de uma pessoa ou de um grupo de pessoas cujo relacionamento fosse ditado por laos de parentesco, dependncia domstica ou, ainda, normas de convivncia.

Como coletivos foram classificados os domiclios destinados a habitao de pessoas cujo relacionamento se restringisse ao cumprimento de normas administrativas.

Populao Residente

A populao residente foi composta pelos moradores presentes e ausentes, ou seja, pelas pessoas que tinham a unidade domiciliar (domiclio particular ou unidade de habitao em domiclio coletivo) como local de residncia habitual e, na data da entrevista, estavam presentes ou ausentes, temporariamente, por perodo no superior a 12 meses em relao quela data.

Excluram-se da pesquisa as pessoas residentes em embaixadas, consulados e legaes e, tambm, as pessoas institucionalizadas residentes em domiclios coletivos de estabelecimentos institucionais, tais como: os militares em caserna ou dependncias de instalaes militares; os presos em penitencirias; os internos em escolas, orfanatos, asilos, hospitais etc; e os religiosos em conventos, mosteiros etc

Situao do Domiclio

A classificao da situao do domiclio urbana ou rural, segundo a rea de localizao do domiclio e tem por base a legislao vigente por ocasio da realizao do Censo Demogrfico de 1991. Como situao urbana consideram-se as reas correspondentes s cidades (sedes municipais), s vilas (sedes distritais) ou as reas urbanas isoladas. A situao rural abrange toda a rea situada fora desses limites. Este critrio , tambm, utilizado na classificao da populao urbana e rural.

Caractersticas Gerais

Idade

A investigao da idade foi feita atravs da pesquisa do dia, ms e ano de nascimento da pessoa ou da idade presumida da pessoa que no soubesse a data de nascimento. A idade foi calculada em relao data de referncia. As pessoas que no declararam a data de nascimento nem a idade presumida foram reunidas no grupo "idade ignorada".

FAMLIA

Considerou-se como famlia o conjunto de pessoas ligadas por laos de parentesco, dependncia domstica ou normas de convivncia, que residissem na mesma unidade domiciliar e, tambm, a pessoa que morasse s em uma unidade domiciliar.

Entendeu-se por dependncia domstica a relao estabelecida entre a pessoa de referncia e os empregados domsticos e agregados da famlia e por normas de convivncia as regras estabelecidas para o convvio de pessoas que morassem juntas sem estarem ligadas por laos de parentesco ou dependncia domstica.

Definiram-se como famlias conviventes aquelas constitudas por, no mnimo, duas pessoas cada uma, que residissem na mesma unidade domiciliar.

Condio na Famlia

Dentro de cada famlia as pessoas foram classificadas em funo da relao com a pessoa de referncia ou com o seu cnjuge, de acordo com as seguintes definies:

  • Pessoa de referncia- Pessoa responsvel pela famlia ou que assim fosse considerada pelos demais membros;
  • Cnjuge - Pessoa que vivia conjugalmente com a pessoa de referncia da famlia, existindo ou no o vnculo matrimonial;
  • Filho - Pessoa que era filho, enteado, filho adotivo ou de criao da pessoa de referncia da famlia ou do seu cnjuge;
  • Outro parente - Pessoa que tinha qualquer outro grau de parentesco com a pessoa de referncia da famlia ou com o seu cnjuge;
  • Agregado - Pessoa que no era parente da pessoa de referncia da famlia nem do seu cnjuge e no pagava hospedagem nem alimentao;
  • Pensionista - Pessoa que no era parente da pessoa de referncia da famlia nem do seu cnjuge e pagava hospedagem ou alimentao;
  • Empregado domstico - Pessoa que prestava servio domstico remunerado em dinheiro ou somente em benefcios a membro(s) da famlia; ou
  • Parente do empregado domstico - Pessoa que era parente do empregado domstico e no prestava servio domstico remunerado a membro(s) da famlia.

Caractersticas de Trabalho e Rendimento

Trabalho

Considerou-se como trabalho em atividade econmica o exerccio de:

a) Ocupao remunerada em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefcios (moradia, alimentao, roupas etc) na produo de bens e servios;

b) Ocupao remunerada em dinheiro ou benefcios (moradia, alimentao, roupas etc) no servio domstico;

c) Ocupao sem remunerao na produo de bens e servios, desenvolvida durante pelo menos uma hora na semana:

  • em ajuda a membro da unidade domiciliar que tivesse trabalho como: empregado na produo de bens primrios (que compreende as atividades da agricultura, silvicultura, pecuria, extrao vegetal ou mineral, caa, pesca e piscicultura), conta-prpria ou empregador;
  • em ajuda a instituio religiosa, beneficente ou de cooperativismo; ou
  • como aprendiz ou estagirio;

d) Ocupao desenvolvida, durante pelo menos uma hora na semana:

  • na produo de bens, do ramo que compreende as atividades da agricultura, silvicultura, pecuria, extrao vegetal, pesca e piscicultura, destinados prpria alimentao de pelo menos um membro da unidade domiciliar; ou
  • na construo de edificaes, estradas privativas, poos e outras benfeitorias (exceto as obras destinadas unicamente reforma) para o prprio uso de pelo menos um membro da unidade domiciliar.

Portanto, no conceito de trabalho caracterizam-se as condies de:

  • Trabalho remunerado (itens a e b);
  • Trabalho no remunerado (item c); e
  • Trabalho na produo para o prprio consumo ou na construo para o prprio uso (item d).

Pessoas Ocupadas

Foram classificadas como ocupadas na semana de referncia as pessoas que tinham trabalho durante todo ou parte desse perodo. Incluram-se, ainda, como ocupadas as pessoas que no exerceram o trabalho remunerado que tinham na semana de referncia por motivo de frias, licena, greve etc

Empreendimento

Definiu-se como empreendimento a empresa, a instituio, a entidade, a firma, o negcio etc, ou, ainda, o trabalho sem estabelecimento, desenvolvido individualmente ou com ajuda de outras pessoas (empregados, scios ou trabalhadores no remunerados). Portanto, um empreendimento pode ser constitudo por um ou mais estabelecimentos ou no ter estabelecimento.

Nmero de Trabalhos

Pesquisou-se o nmero de trabalhos, ou seja, em quantos empreendimentos a pessoa teve trabalho na semana de referncia.

O trabalho na produo para o prprio consumo ou na construo para o prprio uso somente foi contado para a pessoa que no houvesse tido qualquer outro trabalho remunerado ou sem remunerao na semana de referncia.

Trabalho Principal da Semana de Referncia

Considerou-se como principal da semana de referncia o nico trabalho que a pessoa teve nesse perodo.

Para a pessoa que teve mais de um trabalho, ou seja, para a pessoa ocupada em mais de um empreendimento na semana de referncia, adotaram-se os seguintes critrios, obedecendo a ordem enumerada, para definir o principal desse perodo:

  1. O trabalho da semana de referncia no qual teve maior tempo de permanncia no perodo de referncia de 365 dias foi considerado como principal;
  2. Em caso de igualdade no tempo de permanncia no perodo de referncia de 365 dias, considerou-se como principal o trabalho remunerado da semana de referncia ao qual a pessoa normalmente dedicava maior nmero de horas semanais. Este mesmo critrio foi adotado para definir o trabalho principal da pessoa que, na semana de referncia, teve somente trabalhos no remunerados e que apresentaram o mesmo tempo de permanncia no perodo de referncia de 365 dias; e
  3. Em caso de igualdade, tambm, no nmero de horas trabalhadas, considerou-se como principal o trabalho da semana de referncia que normalmente proporcionava maior rendimento.

Atividade

A classificao da atividade do empreendimento foi obtida atravs da finalidade ou do ramo de negcio da organizao, empresa ou entidade para a qual a pessoa trabalhava. Para os trabalhadores por conta prpria a classificao foi feita de acordo com a ocupao exercida.

No Anexo I encontra-se a composio dos ramos de atividade.

Posio na Ocupao

Foram definidas oito categorias de posio na ocupao:

  • Empregado - Pessoa que trabalhava para um empregador (pessoa fsica ou jurdica), geralmente obrigando-se ao cumprimento de uma jornada de trabalho e recebendo em contrapartida uma remunerao em dinheiro, mercadorias, produtos ou benefcios (moradia, comida, roupas etc). Nesta categoria incluiu-se a pessoa que prestava o servio militar obrigatrio e, tambm, o sacerdote, ministro de igreja, pastor, rabino, frade, freira e outros clrigos;
  • Trabalhador domstico - Pessoa que trabalhava prestando servio domstico remunerado em dinheiro ou benefcios, em uma ou mais unidades domiciliares;
  • Conta-prpria - Pessoa que trabalhava explorando o seu prprio empreendimento, sozinha ou com scio, sem ter empregado e contando, ou no, com a ajuda de trabalhador no remunerado;
  • Empregador - Pessoa que trabalhava explorando o seu prprio empreendimento, com pelo menos um empregado;
  • Trabalhador no remunerado membro da unidade domiciliar - Pessoa que trabalhava sem remunerao, durante pelo menos uma hora na semana, em ajuda a membro da unidade domiciliar que era: empregado na produo de bens primrios (que compreende as atividades da agricultura, silvicultura, pecuria, extrao vegetal ou mineral, caa, pesca e piscicultura), conta-prpria ou empregador;
  • Outro trabalhador no remunerado - Pessoa que trabalhava sem remunerao, durante pelo menos uma hora na semana, como aprendiz ou estagirio ou em ajuda a instituio religiosa, beneficente ou de cooperativismo;
  • Trabalhador na produo para o prprio consumo - Pessoa que trabalhava, durante pelo menos uma hora na semana, na produo de bens do ramo que compreende as atividades da agricultura, silvicultura, pecuria, extrao vegetal, pesca e piscicultura, para a prpria alimentao de pelo menos um membro da unidade domiciliar; e
  • Trabalhador na construo para o prprio uso - Pessoa que trabalhava, durante pelo menos uma hora na semana, na construo de edificaes, estradas privativas, poos e outras benfeitorias (exceto as obras destinadas unicamente reforma) para o prprio uso de pelo menos um membro da unidade domiciliar.

Salrio Mnimo

Para a apurao dos rendimentos segundo as classes de SALRIO MNIMO, considerou-se o que vigorava no ms de referncia, que foi setembro. O salrio mnimo era de R$ 130, 00 (cento e trinta reais) em setembro de 1998.

Rendimento Mensal de Trabalho

Considerou-se como rendimento mensal de trabalho:

a) Para os empregados e trabalhadores domsticos - A remunerao bruta mensal a que normalmente teriam direito ou, quando o rendimento era varivel, a remunerao mdia mensal, referente ao ms de setembro de 1998; e

b) Para os empregadores e conta-prpria - A retirada mensal ou, quando o rendimento era varivel, a retirada mdia mensal, referente ao ms de setembro de 1998.

Pesquisou-se o valor do rendimento em dinheiro e em produtos ou mercadorias, provenientes do trabalho principal, do trabalho secundrio e dos demais trabalhos que a pessoa tinha na semana de referncia, no sendo investigado o valor da produo para consumo prprio.

Os empregados e trabalhadores domsticos que recebiam apenas alimentao, roupas, medicamentos etc (benefcios), guisa de rendimento de trabalho, foram includos no grupo "sem rendimento de trabalho".

Rendimento Mensal de Outras Fontes

A investigao abrangeu todas as pessoas de 10 anos ou mais de idade.

Considerou-se como rendimento mensal de outras fontes:

a) O rendimento mensal, em setembro de 1998, normalmente recebido de aposentadoria paga por instituto de previdncia ou pelo governo federal; complementao ou suplementao de aposentadoria paga por entidade seguradora ou decorrente de participao em fundo de penso; penso paga por instituto de previdncia, governo federal, caixa de assistncia social, entidade seguradora ou fundo de penso; penso alimentcia; abono de permanncia; aluguel; e doao ou mesada (proveniente de pessoa no-moradora na unidade domiciliar); e

b) O rendimento mdio mensal, em setembro de 1998, proveniente de aplicao financeira (juros de papel de renda fixa e de caderneta de poupana, dividendos etc); parceria; etc

Rendimento Mensal

A soma do rendimento mensal de trabalho com o proveniente de outras fontes constituiu o rendimento mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade.

Rendimento Mensal Familiar

Considerou-se como rendimento mensal familiar a soma dos rendimentos mensais dos componentes da famlia, de 10 anos ou mais de idade, exclusive os das pessoas cuja condio na famlia fosse pensionista, empregado domstico ou parente do empregado domstico.

Caractersticas de Sade

Datas e Perodos de Referncia

Para a investigao das caractersticas de sade, foram adotadas as seguintes datas e perodos de referncia:

  • Data de referncia - Foi o dia que antecedeu ao da entrevista.
  • Duas ltimas semanas - Foram os ltimos 14 dias que antecederam ao da entrevista.
  • ltimos doze meses - Foram os ltimos 365 dias que antecederam ao da entrevista.

Morbidade

A caracterizao da morbidade percebida foi feita por meio da auto-avaliao do estado de sade e da presena de doena crnica.

AUTO-AVALIAO DO ESTADO DE SADE

O estado de sade da pessoa, avaliado segundo seu prprio ponto de vista, ou, no caso de criana pequena, do ponto de vista do seu responsvel, foi classificado em uma escala de cinco graus: muito bom, bom, regular, ruim ou muito ruim.

RESTRIO DAS ATIVIDADES HABITUAIS POR MOTIVO DE SADE

Entendeu-se por restrio das atividades habituais, devido a problema temporrio de sade (inclusive parto e aborto), a ocorrncia de uma das seguintes condies, em pelo menos um dia do perodo de referncia das duas ltimas semanas:

  • Para a pessoa que trabalhava, a impossibilidade temporria de executar as tarefas ligadas sua ocupao ou a ausncia em, no mnimo, metade da jornada normal de trabalho diria;
  • Para a pessoa que freqentava escola, a impossibilidade temporria de ir escola ou a ausncia em, no mnimo, um perodo dirio ou, para aquela que estudava em regime de tempo integral, a ausncia em, no mnimo, metade do perodo dirio;
  • Para a criana de pouca idade, a mudana temporria em seu modo usual de ser, brincar, comer etc;
  • Para a pessoa dedicada aos afazeres domsticos, a impossibilidade temporria de executar as tarefas domsticas;
  • Para a pessoa idosa, a impossibilidade temporria de realizar determinadas atividades a que estava acostumada;
  • Para a pessoa que tinha algum problema crnico de sade, a restrio das atividades alm das condies habituais de desempenho limitado, devido a ocorrncia de algum episdio agudo ou crise desse problema;
  • De um modo geral, a impossibilidade temporria de a pessoa realizar atividades a que estava acostumada a fazer normalmente, como, por exemplo, caminhar diariamente, ir a igreja, fazer visitas regulares a amigo ou parente.

Nmero de Dias de Restrio das Atividades Habituais por Motivo de Sade

Na contagem do nmero de dias de restrio das atividades habituais por motivo de sade, considerou-se o perodo de meio dia ou mais como um dia inteiro e desprezou-se o perodo inferior a meio dia.

DOENA CRNICA

Entendeu-se como doena crnica aquela que acompanhava a pessoa por um longo perodo de tempo, podendo ter fases agudas, momentos de piora ou melhora sensvel.

Foram pesquisadas as seguintes doenas crnicas, j diagnosticadas ou percebidas pela pessoa, definidas de forma a facilitar a sua compreenso:

  • Doena de coluna ou costas - Problema crnico na coluna ou nas costas por enfermidade, desvio, curvatura anormal (escoliose, cifose, lordose) ou deformidade na coluna vertebral (cervical, dorsal, lombar etc), como, por exemplo, artrose ou osteoporose localizada na coluna, hrnia de disco, bico de papagaio etc, inclusive dor nas costas causada por esforo muscular;
  • Artrite ou reumatismo - Problema crnico de natureza inflamatria ou degenerativa dos ossos e articulaes, com manifestaes dolorosas, podendo, ou no, haver aumento de volume no local (inchao), tornando as articulaes endurecidas e rangendo aos movimentos, inclusive podendo haver deformaes (artrite reumatide, artrose ou osteoporose no localizada na coluna vertebral);
  • Cncer - Problema de sade devido a tumor maligno (carcinoma, sarcoma etc). O cncer origina-se a partir de um descontrole nos mecanismos da diviso celular de um determinado bloco de tecidos ocasionando o seu crescimento anormal e podendo se propagar a outros tecidos vizinhos ou mesmo distantes. O cncer aparece com mais freqncia em pessoas na faixa de idade entre 40 e 60 anos e os rgos mais comumente atingidos so os intestinos, o estmago, a garganta, os pulmes, o fgado e, entre as mulheres, o tero e os seios e, entre os homens, a prstata;
  • Diabetes (ou hiperglicemia) - Problema de sade causado por distrbios no metabolismo dos acares, apresentando, nas formas mais caractersticas, o aumento de glicose (acar) no sangue, eliminao abundante de urina, fome excessiva e sede exagerada. causada, na maioria das vezes, por deficincia de elaborao de insulina pelo pncreas;
  • Bronquite ou asma - Problema respiratrio crnico, que se caracteriza por crises de tosse e eliminao de catarro que duram pelo menos duas semanas, ou dificuldade para respirar, que se caracteriza por crises de falta de ar, produzindo rudo ou barulho sibilante no peito ou nas costas com som parecido com miados de gato. causada pela inflamao dos brnquios (canais responsveis pela entrada e sada do oxignio). Com o estreitamento dos brnquios, a passagem do ar fica mais difcil, provocando sensao de sufoco;
  • Hipertenso (presso alta) - Problema crnico de alteraes da presso arterial com constantes aumentos e tendncia a se manter elevada;
  • Doena do corao - Problema cardaco que ocorre quando, por qualquer doena, o corao deixa de bombear o sangue na quantidade necessria manuteno do corpo (insuficincia cardaca) ou pela incapacidade das artrias coronrias, por estarem obstrudas, de conduzirem adequadamente o oxignio indispensvel para o trabalho do msculo cardaco (cardiopatia coronariana), ou angina;
  • Doena renal crnica - Problema crnico que ocorre quando os rins no conseguem mais cumprir as suas funes de filtrar e eliminar lquidos que no servem para o organismo (insuficincia renal crnica). Em conseqncia, essas substncias, que deveriam ser eliminadas, acumulam-se no sangue e em todo o organismo, causando nefrite crnica (este termo serve para identificar um grande nmero de doenas que atacam os dois rins, sem discriminar o tipo de leso);
  • Depresso - Problema de diminuio da atividade por causa de estado emocional, apatia, abatimento moral com letargia, falta de coragem ou nimo para enfrentar a vida;
  • Tuberculose - Problema de sade que ocorre em conseqncia de a pessoa ter sido contaminada pelo bacilo causador da tuberculose. Esta contaminao se manifesta, geralmente, de forma mais intensa nos pulmes, mas pode atacar, tambm, os rins, os ossos, a pele, os rgos genitais etc;
  • Tendinite ou tenossinovite - Problema de sade que ocorre em conseqncia da inflamao aguda de tendes (tendinite) ou de suas bainhas (tenossinovite) causada por esforos repetitivos decorrente de fatores ocupacionais (bursite de ombro, sndrome de Quervain ou de tnel do carpo etc);
  • Cirrose - Problema crnico progressivo do fgado caracterizado pela deformao da sua estrutura e alteraes das suas funes. O rgo torna-se duro e fibroso, muitas vezes diminuindo de tamanho. H vrios tipos de cirrose do fgado, dependendo da leso sofrida pelos tecidos do rgo. As principais causas do problema so: alcoolismo crnico, distrbios de metabolismo, hepatite, esquistossomose e sfilis. A cirrose alcolica a mais freqente, atingindo, principalmente, homens na faixa de idade entre 40 e 60 anos e fazendo vtimas sobretudo em pessoas com deficincia alimentar.

PLANO DE SADE

Entendeu-se por plano de sade, mdico ou odontolgico, o contrato ou direito adquirido individualmente ou por meio de empregador (pblico ou privado), visando o atendimento de sade a ser prestado por profissionais e/ou empresas de sade (clnicas, hospitais, laboratrios etc). O usufruto desse direito garantido pelo pagamento de mensalidade diretamente pela pessoa ou por terceiro, por seu empregador ou por meio de desconto mensal em folha de pagamento. Esse contrato pode ser estabelecido com diversos tipos de instituio: cooperativa mdica, empresa de medicina de grupo, seguradora, empresa que funciona de forma mista como seguradora e provedora de servios de sade ou, ainda, com qualquer clnica, hospital, laboratrio etc.

Plano de Sade de Instituio de Assistncia de Servidor Pblico

o plano de sade de instituio de assistncia destinada a atender a servidor pblico civil (da administrao pblica direta, autarquia ou fundao pblica federal, estadual ou municipal) e a seus dependentes, ou a servidor pblico militar e a seus dependentes, por meio dos hospitais centrais do Exrcito, Marinha ou Aeronutica.

Cobertura de Plano de Sade

Entendeu-se como tendo cobertura de plano de sade a pessoa que, na qualidade de titular (independentemente da idade e de ser, ou no, responsvel pelo pagamento das mensalidades do plano), dependente ou agregado (independentemente de ter, ou no, laos de parentesco com o titular e de morar, ou no, na mesma unidade domiciliar), tinha direito a algum plano de sade, mdico ou odontolgico, particular, de empresa ou rgo pblico.

Nmero de Planos de Sade

Para a pessoa com cobertura de plano de sade foi caracterizado se tinha direito a mais de um plano de sade, independentemente da sua qualificao em cada um deles.

Plano de Sade Principal

Para a pessoa que tinha cobertura de mais de um plano de sade foi definido como principal aquele que a pessoa assim considerava, independentemente da sua qualificao nesse plano.

Qualificao no Plano de Sade

Foi pesquisado se a qualificao da pessoa no seu plano de sade, nico ou principal, era de titular ou de dependente ou agregado.

Mensalidade do Plano de Sade

o pagamento regular que assegura o direito de cobertura dos servios de um plano de sade contratualmente definido.

Responsvel pelo Pagamento do Plano de Sade

Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de sade, nico ou principal, foi pesquisado se o responsvel pelo pagamento das mensalidades desse plano era:

  • Somente o empregador do titular - Quando a despesa de mensalidade do plano de sade da pessoa era integralmente paga pelo seu empregador;
  • O titular, atravs do trabalho atual- Quando parte da despesa de mensalidade do plano de sade da pessoa era coberta pelo seu atual empregador;
  • O titular, atravs do trabalho anterior- Quando parte da despesa de mensalidade do plano de sade da pessoa era coberta pelo seu empregador anterior;
  • O titular, diretamente ao plano - Quando a pessoa era a nica responsvel pela despesa de mensalidade do seu plano de sade;
  • Outro morador do domiclio - Quando a despesa de mensalidade do plano de sade da pessoa era integralmente paga por outro morador da unidade domiciliar;
  • Pessoa no moradora do domiclio - Quando a despesa de mensalidade do plano de sade da pessoa era integralmente paga por pessoa no-moradora da unidade domiciliar; ou
  • Outro tipo - Quando a despesa de mensalidade do plano de sade da pessoa era paga de forma que no se enquadrava nos itens anteriores, como, por exemplo, pagamento dividido entre moradores e no-moradores, entre titular e dependente etc.

Valor da Mensalidade do Plano de Sade

Quando pelo menos parte da mensalidade do plano de sade, nico ou principal, da pessoa qualificada como titular era paga pelo prpria, diretamente ou por meio do seu trabalho, atual ou anterior, ou por outro morador da unidade domiciliar, investigou-se o valor dessa mensalidade, independentemente de estar em dia ou com atraso, classificado nas seguintes faixas:

  • at R$ 30,00;
  • mais de R$ 30,00 at R$ 50,00;
  • mais de R$ 50,00 a R$ 100,00;
  • mais de R$ 100,00 a R$ 200,00;
  • mais de 200,00 a R$ 300,00;
  • mais de R$ 300,00 a R$ 500,00;
  • mais de R$ 500,00.

Atendimento por meio de rede prpria do plano de sade

Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de sade, nico ou principal, foi pesquisado se esse plano proporcionava atendimento por meio de rede prpria de mdicos, hospitais, laboratrios ou outros servios.

Rede credenciada pelo plano de sade

Entendeu-se por rede (de mdicos, hospitais, laboratrios ou outros servios de sade) credenciada pelo plano de sade aquela ao qual o segurado podia recorrer sem desembolso extra, dentro da cobertura do seu contrato, exceto o correspondente, se fosse o caso, a aplicao de fator moderador previsto nesse plano.

Atendimento por meio de rede credenciada pelo plano de sade

Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de sade, nico ou principal, foi pesquisado se esse plano proporcionava atendimento por meio de rede credenciada de mdicos, hospitais, laboratrios ou outros servios de sade.

Reembolso de despesa pelo plano de sade

Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de sade, nico ou principal, foi investigado se nesse plano havia reembolso, total ou parcial, de despesa efetuada previamente com mdicos e servios de sade, conforme tabela adotada para a modalidade do contrato estabelecido.

Tipos de cobertura do plano de sade

Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de sade, nico ou principal, foi investigado se esse plano proporcionava os seguintes tipos de cobertura:

  • Consultas mdicas - Quando o plano de sade cobria, totalmente ou parcialmente, as despesas decorrentes de atendimento mdico em ambulatrio, consultrio ou no domiclio da pessoa;
  • Exames complementares - Quando o plano de sade cobria, totalmente ou parcialmente, as despesas decorrentes de exames complementares (exames de sangue, fezes, urina, raios X, tomografia, ultra-sonografia, eletroencefalograma, eletrocardiograma, mamografia etc) solicitados por mdico para esclarecer diagnstico ou orientar tratamento;
  • Internaes hospitalares - Quando o plano de sade cobria, totalmente ou parcialmente, as despesas decorrentes de internao hospitalar, com o fim de cirurgia, diagnstico, tratamento ou atendimento clnico, por perodo contnuo de estada de pelo menos uma noite (pernoite);
  • Medicamentos fora de internao - Quando o plano de sade cobria, totalmente ou parcialmente, as despesas com medicamentos prescritos por mdico, exceto os utilizados durante internao hospitalar. No se considerou como proporcionando cobertura de medicamentos fora da internao o plano de sade que somente oferecia descontos na compra de medicamentos em determinados estabelecimentos;
  • Assistncia odontolgica -Quando o plano de sade cobria, totalmente ou parcialmente, as despesas decorrentes de servio dentrio (obturao, prteses, ortodontia, aplicao de flor etc) prestado por odontlogo (dentista, cirurgio dentista, ortodontista, periodontista etc).

Fator moderador

Fator moderador a taxa de valor pr-determinado que pode incidir sobre um ou mais servios cobertos pelo plano de sade.

Incidncia de fator moderador sobre servio coberto pelo plano de sade

Para a pessoa qualificada como titular no seu plano de sade, nico ou principal, foi pesquisado se nesse plano, alm da mensalidade, havia cobrana de algum valor no reembolsvel pelo atendimento a que tinha direito, ou seja, se havia incidncia de fator moderador sobre pelo menos um dos servios cobertos pelo plano.

Hbito de procurar o mesmo servio de sade

Foi pesquisado se a pessoa tinha o hbito de procurar o mesmo profissional ou servio quando precisava de atendimento de sade, independente de ser um servio formal (farmcia; hospital; posto ou centro de sade; ambulatrio; clnica ou mdico, alopata ou homeopata; profissional de sade, inclusive de acupuntura, shiatsu etc) ou informal (centro esprita, curandeiro etc).

Posto ou centro de sade

Entendeu-se por posto ou centro de sade o estabelecimento (ambulatrio, centro, ncleo, posto, subposto ou unidade municipal de sade, assistncia gestante, assistncia mdica comunitria, vigilncia epidemiolgica, medicao, higiene ou puericultura, ou posto mantido por instituio filantrpica ou comunitria) destinado a prestar assistncia ambulatorial, utilizando tcnicas apropriadas, esquemas padronizados de atendimento e profissionais de sade de nvel superior (mdicos, dentistas etc) e/ou de nvel mdio, e que no aceitava internao. Alm do atendimento ambulatorial, podia, ainda, desenvolver atividade de vacinao, programas e orientaes sobre a sade, coleta de material para exame, programas de sade da mulher, distribuio de medicamentos etc

Ambulatrio ou consultrio de empresa ou sindicato

Entendeu-se por ambulatrio ou consultrio de empresa ou sindicato o estabelecimento que tinha como atividade bsica prestar assistncia mdica aos empregados da empresa e seus dependentes, ou aos empregados ou associados do sindicato e seus dependentes.

Ambulatrio ou consultrio de clnica

Entendeu-se por ambulatrio ou consultrio de clnica o estabelecimento que se caracterizava por ter um conjunto de consultrios mdicos, de uma ou vrias especialidades, destinado a prestar assistncia mdica de carter predominantemente curativa e pela ausncia de regime de internao. Alm do atendimento ambulatorial, podia, ainda, desenvolver intervenes cirrgicas que no demandassem internao e exames complementares.

Ambulatrio de hospital

Entendeu-se por ambulatrio de hospital o conjunto de consultrios mdicos, de uma ou mais especialidades, que funcionava dentro de um hospital. Incluiu-se como ambulatrio de hospital as unidades mistas com atividades tpicas de postos ou centros de sade e que aceitassem internaes.

Pronto socorro ou emergncia

Entendeu-se por pronto-socorro ou emergncia o ambulatrio de estabelecimento que tinha como finalidade prestar assistncia mdica a doentes com ou sem risco de vida, funcionava com atendimento mdico permanente em regime de 24 horas, aceitava internaes e podia ser da rede pblica, ou seja, de propriedade da Unio (Ministrio da Sade, Universidades Federais, Foras Armadas), de Estado ou de municpio, ou da rede particular. Essa unidade podia estar localizada em hospital, clnica ou unidade de sade, funcionando somente para o atendimento de emergncia.

Agente comunitrio de sade

Entendeu-se por agente comunitrio de sade a pessoa selecionada e treinada para transmitir ao indivduo conhecimentos e informaes necessrias para o cuidado da sua sade e que trabalhava, principalmente, como parte integrante de grupo que prestava assistncia materno-infantil aos moradores da comunidade, geralmente, exercendo essa funo em instituies do governo municipal ou em organismos ligados a instituio religiosa (pastoral da criana, da sade etc).

Tipo de servio de sade habitualmente procurado

O tipo de servio de sade que a pessoa costumava procurar quando precisava de atendimento de sade foi classificado como:

  • Farmcia - Quando a pessoa tinha o hbito de procurar a mesma farmcia, drogaria ou outro estabelecimento que vendia medicamentos para buscar orientao com o farmacutico ou balconista sobre medicamentos para minorar ou curar um problema de sade, excluindo-se a procura deste tipo de local para aplicao de injees, compra de medicamentos etc, decorrente de prescrio feita por profissional de sade, formal ou informal, ou por qualquer outra pessoa, inclusive a prpria;
  • Posto ou centro de sade - Quando a pessoa tinha o hbito de procurar o mesmo posto ou centro de sade;
  • Consultrio particular - Quando a pessoa tinha o hbito de procurar o mesmo consultrio particular, alopata ou homeopata, independentemente da especialidade, ainda que o atendimento fosse prestado por meio de plano de sade ou a domiclio;
  • Ambulatrio ou consultrio de empresa ou sindicato - Quando a pessoa tinha o hbito de procurar o mesmo ambulatrio ou consultrio de empresa ou sindicato, inclusive ambulatrio do Servio Social da Indstria - SESI e do Servio Social do Comrcio - SESC;
  • Ambulatrio ou consultrio de clnica - Quando a pessoa tinha o hbito de procurar o mesmo ambulatrio ou consultrio de clnica ou policlnica, pblica ou privada, ainda que o atendimento fosse prestado por meio de plano de sade;
  • Ambulatrio de hospital - Quando a pessoa tinha o hbito de procurar o mesmo ambulatrio de hospital, ainda que o atendimento fosse prestado por meio de plano de sade;
  • Pronto-socorro ou emergncia - Quando a pessoa tinha o hbito de procurar o mesmo pronto-socorro ou emergncia, ainda que o atendimento fosse prestado por meio de plano de sade;
  • Agente comunitrio de sade - Quando a pessoa tinha o hbito de procurar ou receber a visita do mesmo agente comunitrio;
  • Outro tipo de servio (curandeiro, centro esprita etc) - Quando a pessoa tinha o hbito de procurar o mesmo servio que prestava atendimento de sade informal (cultos religiosos voltados para a cura divina, terreiro de umbanda, centro esprita, pajelana, curandeiro, rezadeira, curiosa, benzedor, pai-de-santo, entidade esprita, pessoa que preste alguma atividade de ateno a sade sem ter formao profissional nesta rea etc), excluindo-se o servio prestado por profissional de sade que atendia em consultrio, clnica ou posto de sade mantido por culto religioso.

Consulta mdica

Entendeu-se como consulta mdica o atendimento prestado por mdico, alopata ou homeopata, de qualquer especialidade, inclusive para tratamento por acupuntura, independentemente do lugar do atendimento (hospital, consultrio, clnica, posto de sade da rede pblica, domiclio etc).

Nmero de consultas mdicas

Para a pessoa que, no perodo de referncia dos ltimos doze meses, consultou mdico, foi investigado o nmero de vezes que procurou este atendimento.

Consulta a dentista

Entendeu-se por consulta a dentista o atendimento odontolgico prestado por dentista de nvel superior, de qualquer especialidade (cirurgio-dentista, ortodentista etc).

Tempo decorrido desde a ltima consulta a dentista

Para a pessoa que alguma vez consultou dentista investigou-se o tempo decorrido desde a ltima consulta, de acordo com a seguinte classificao:

  • Menos de 1 ano - Quando a ltima consulta ocorreu h menos de 1 ano da data da entrevista;
  • De 1 ano a 2 anos - Quando a ltima consulta ocorreu de 1 ano completo a menos de 3 anos da data de entrevista; ou
  • 3 anos ou mais - Quando a ltima consulta ocorreu h 3 anos ou mais da data da entrevista.

Procura de atendimento de servio de sade

Foi investigado se a pessoa, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, procurou algum tipo de atendimento relacionado sade (inclusive solicitao de: atestado de sade, visita domiciliar de mdico, servio de ambulncia ou consulta por telefone), independente de ter sido em um servio formal (farmcia; hospital; posto ou centro de sade; ambulatrio; clnica; mdico, alopata ou homeopata; ou profissional de sade) ou informal (centro esprita ou curandeiro).

No foi considerado como tendo buscado atendimento a pessoa que procurou servio de sade para doar sangue, participar da campanha de vacinao em massa, receber alimentos ou medicamentos anteriormente prescritos por mdico ou que buscou orientao de indivduo (parente, amigo, conhecido ou vizinho) que no desenvolvia atividade de ateno sade.

Motivo da procura de atendimento de sade

O motivo, nico ou que a pessoa considerou como principal, pelo qual procurou servio de sade, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, foi classificado como:

  • Exames de rotina ou de preveno - Quando a pessoa procurou atendimento de sade de carter preventivo, tal como: puericultura (controle do peso, crescimento e desenvolvimento da criana); controle de presso arterial; eletrocardiograma para controle; exame peridico para dosagem de acar no sangue; e exame preventivo para cncer de mama, colo do tero (no caso de mulher) e prstata (no caso de homem);
  • Acidente ou leso - Quando a pessoa procurou atendimento de sade por ter sofrido: ferimento acidental (auto-infligido ou provocado por terceiro), envenenamento, intoxicao, queimadura, picada de inseto ou mordida de animal;
  • Problema odontolgico - Quando a pessoa procurou atendimento para a realizao de tratamento dentrio (obturao, extrao, prtese, correo, aplicao de flor etc);
  • Tratamento ou reabilitao - Quando a pessoa procurou atendimento para tratamento (quimioterapia, radioterapia etc) ou recuperao fsica ou mental (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional ou familiar, tratamento psiquitrico);
  • Pr-natal - Quando a pessoa procurou atendimento de sade para acompanhamento da gravidez, excluindo-se o procurado por mulher grvida por motivo no relacionado com a gestao;
  • Parto - Quando a pessoa procurou atendimento de sade para a realizao de parto normal ou cesreo;
  • Vacinao - Quando a pessoa procurou atendimento para tomar vacina contra doena: trplice (difteria, ttano e coqueluche), MMR (sarampo, rubola e caxumba), BCG (tuberculose), febre amarela, poliomielite (paralisia infantil) ou, no caso de ferimento ou mordida de animal, ttano, raiva, soro antiofdico, ou para alergia;
  • Doena - Quando a pessoa procurou atendimento em decorrncia de algum sintoma de doena, tal como: dor, mal estar, febre, diarria, gripe etc; ou
  • Somente atestado de sade - Quando a pessoa procurou mdico ou servio de sade exclusivamente para obteno de atestado para fim trabalhista, escolar, previdencirio ou similar.

Hospital

Entendeu-se por hospital o estabelecimento que tinha como finalidade prestar assistncia mdica completa, funcionava com atendimento mdico permanente em regime de 24 horas, aceitava internaes e podia ser da rede pblica, ou seja, de propriedade da Unio (Ministrio da Sade, Universidades Federais, Foras Armadas), de Estado ou de municpio, ou da rede particular.

Tipo de servio em que procurou o primeiro atendimento de sade

O tipo de servio em que a pessoa procurou o primeiro atendimento de sade, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, em decorrncia do motivo nico ou que considerou com principal, independentemente de ter sido ou no atendida, foi identificado como:

  • Farmcia - Quando foi farmcia, drogaria ou estabelecimento que vendia medicamentos, buscando orientao do farmacutico ou do balconista;
  • Posto ou centro de sade - Quando foi posto ou centro de sade;
  • Consultrio mdico particular - Quando foi consultrio mdico particular, alopata ou homeopata, de qualquer especialidade, inclusive a consulta mdica realizada por meio de contato telefnico;
  • Consultrio odontolgico - Quando foi consultrio de dentista;
  • Consultrio de outro profissional de sade (fonoaudilogos, psiclogos etc) - Quando foi consultrio de profissional de sade (fisioterapeuta, fonoaudilogo, nutricionista, psiclogo etc), exclusive mdico e dentista;
  • Ambulatrio ou consultrio de empresa ou sindicato - Quando foi ambulatrio ou consultrio de empresa ou sindicato;
  • Ambulatrio ou consultrio de clnica - Quando foi ambulatrio ou consultrio de clnica;
  • Pronto-socorro ou emergncia - Quando foi pronto-socorro ou emergncia;
  • Hospital - Quando foi hospital;
  • Laboratrio ou clnica para exames complementares - Quando foi estabelecimento que tinha como finalidade realizar exames complementares, tais como exames laboratoriais (sangue, fezes, urina etc) ou de imagem (mamografia, ultra-sonografia, raios X etc);
  • Atendimento domiciliar - Quando foi solicitada a presena, no domiclio, de mdico, enfermeiro, farmacutico, agente comunitrio de sade, parteira, fisioterapeuta etc; ou
  • Outro - Quando foi outro local, servio de sade ou profissional, inclusive o atendimento prestado por pessoa sem formao profissional especfica que desenvolvia atividade de ateno sade que no se enquadrava nos itens anteriores, tal como: prottico, dentista prtico, centro esprita, curandeira, rezadeira, curiosa, benzedor, pai-de-santo, "entidade" esprita etc.

OCORRNCIA DE ATENDIMENTO DE SADE NA PRIMEIRA VEZ EM QUE FOI PROCURADO

Foi pesquisado se, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, a pessoa foi atendida logo na primeira vez em que procurou atendimento de sade, em decorrncia do motivo nico ou que considerou como principal.

MOTIVO DE NO TER OCORRIDO ATENDIMENTO DE SADE NA PRIMEIRA VEZ QUE EM FOI PROCURADO

O motivo, nico ou que a pessoa considerou como principal, pelo qual no foi atendida na primeira vez em que procurou atendimento de sade, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, foi classificado como:

  • No conseguiu vaga ou senha - Quando a pessoa no conseguiu atendimento porque no tinha vaga ou j tinha terminado a distribuio de senhas;
  • No tinha mdico atendendo - Quando a pessoa no conseguiu atendimento devido a folga, falta, licena ou frias do mdico;
  • No tinha servio ou profissional especializado - Quando a pessoa no conseguiu atendimento porque no tinha servio ou profissional especializado para atender s suas necessidades;
  • O servio ou equipamento no estava funcionando - Quando a pessoa no conseguiu atendimento porque o servio ou equipamento existente no estava funcionando devido a greve, falta de material, quebra do equipamento, falta de energia eltrica etc;
  • No podia pagar - Quando a pessoa no conseguiu atendimento porque no dispunha de dinheiro suficiente para efetuar o pagamento do atendimento;
  • Esperou muito e desistiu - Quando a pessoa no conseguiu atendimento porque esperou muito para ser atendida e desistiu; ou
  • Outro motivo - Quando a pessoa no conseguiu atendimento por motivo que no se enquadrava nos itens anteriores como, por exemplo, no tinha direito ao atendimento, falta de carto, carteira de plano de sade com validade vencida, estar em perodo de carncia de plano de sade etc.

RETORNO PROCURA DE ATENDIMENTO DE SADE

Foi pesquisado se, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, a pessoa voltou a procurar atendimento de sade, independente de ter sido em um servio formal (farmcia; hospital; posto ou centro de sade; ambulatrio; clnica; mdico, alopata ou homeopata; ou profissional de sade) ou informal (centro esprita, curandeiro), pelo mesmo motivo pelo qual buscou pela primeira vez nesse perodo e no foi atendida.

TIPO DE SERVIO EM QUE PROCUROU O LTIMO ATENDIMENTO DE SADE

O tipo de servio em que a pessoa procurou o ltimo atendimento de sade, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, em decorrncia do mesmo motivo pelo qual buscou pela primeira vez nesse perodo e no foi atendida, foi identificado como:

  • Farmcia - Quando foi farmcia, drogaria ou estabelecimento que vendia medicamentos, buscando orientao do farmacutico ou do balconista;
  • Posto ou centro de sade - Quando foi posto ou centro de sade;
  • Consultrio mdico particular - Quando foi consultrio mdico particular, alopata ou homeopata, de qualquer especialidade, inclusive a consulta mdica realizada por meio de contato telefnico;
  • Consultrio odontolgico - Quando foi consultrio de dentista;
  • Consultrio de outro profissional de sade (fonoaudilogos, psiclogos etc) - Quando foi consultrio de profissional de sade de nvel superior (fisioterapeuta, fonoaudilogo, nutricionista, psiclogo etc), exclusive mdico e dentista;
  • Ambulatrio ou consultrio de empresa ou sindicato - Quando foi ambulatrio ou consultrio de empresa ou sindicato;
  • Ambulatrio ou consultrio de clnica - Quando foi ambulatrio ou consultrio de clnica;
  • Pronto-socorro ou emergncia - Quando foi pronto-socorro ou emergncia;
  • Hospital - Quando foi hospital;
  • Laboratrio ou clnica para exames complementares - Quando foi estabelecimento que tem como finalidade realizar exames complementares, tais como exames laboratoriais (sangue, fezes, urina etc) ou de imagem (mamografia, ultra-sonografia, raios X etc);
  • Atendimento domiciliar - Quando foi solicitada a presena, no domiclio, de mdico, enfermeiro, farmacutico, agente comunitrio de sade, parteira, fisioterapeuta etc; ou
  • Outro - Quando foi outro local, servio de sade ou profissional, inclusive o atendimento prestado por pessoa sem formao profissional especfica que desenvolvia atividade de ateno sade que no se enquadrava nos itens anteriores, tal como: prottico, dentista prtico, centro esprita, curandeira, rezadeira, curiosa, benzedor, pai-de-santo, "entidade" esprita etc.

OCORRNCIA DE ATENDIMENTO DE SADE NA LTIMA VEZ EM QUE FOI PROCURADO

Foi pesquisado se, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, a pessoa foi atendida na ltima vez em que procurou servio de sade, em decorrncia do mesmo motivo pelo qual buscou pela primeira vez nesse perodo e no foi atendida.

MOTIVO DE NO TER OCORRIDO ATENDIMENTO DE SADE NA LTIMA VEZ EM QUE FOI PROCURADO

Para a pessoa que, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, no foi atendida na primeira e nem na ltima vez em que procurou atendimento de sade, em decorrncia do mesmo motivo de sade, foi investigada a razo de no ter sido atendida na ltima vez.

O motivo, nico ou que a pessoa considerou como principal, pelo qual no foi atendida na ltima vez em que procurou atendimento de sade, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, foi classificado como:

  • No conseguiu vaga ou senha - Quando a pessoa no conseguiu atendimento porque no tinha vaga ou j tinha terminado a distribuio de senhas;
  • No tinha mdico atendendo - Quando a pessoa no conseguiu atendimento devido a folga, falta, licena ou frias do mdico;
  • No tinha servio ou profissional especializado - Quando a pessoa no conseguiu atendimento porque no tinha servio ou profissional especializado para atender s suas necessidades;
  • O servio ou equipamento no estava funcionando - Quando a pessoa no conseguiu atendimento porque o servio ou equipamento existente no estava funcionando devido a greve, falta de material, quebra do equipamento, falta de energia eltrica etc;
  • No podia pagar - Quando a pessoa no conseguiu atendimento porque no dispunha de dinheiro suficiente para efetuar o pagamento do atendimento;
  • Esperou muito e desistiu - Quando a pessoa no conseguiu atendimento porque esperou muito para ser atendida e desistiu; ou
  • Outro motivo - Quando a pessoa no conseguiu atendimento por motivo que no se enquadrava nos itens anteriores como, por exemplo, no tinha direito ao atendimento, falta de carto, carteira de plano de sade com validade vencida, estar em perodo de carncia de plano de sade etc.

TIPO DE ATENDIMENTO DE SADE RECEBIDO

Foi pesquisado o tipo de atendimento de sade que a pessoa recebeu, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, conforme o caso, j na primeira vez em que procurou ou na ltima vez em que buscou pelo mesmo motivo de sade pelo qual procurou pela primeira vez nesse perodo e no foi atendida. Esse atendimento de sade, nico ou que a pessoa considerou como principal, recebido no perodo de referncia das duas ltimas semanas, foi classificado como:

  • Consulta mdica - Quando a pessoa recebeu atendimento feito por mdico para realizar diagnstico, tratamento ou orientao, ou, ainda, pequena cirurgia (extirpao de verrugas, drenagem de abscesso ou furnculo, retirada de corpo estranho do nariz, ouvido ou garganta etc) no prprio consultrio;
  • Consulta odontolgica - Quando a pessoa recebeu atendimento de dentista que realizou exame, diagnstico, tratamento ou orientao;
  • Consulta de agente comunitrio de sade ou de parteira - Quando a pessoa recebeu atendimento de agente comunitrio de sade ou parteira (mulher que assiste aos partos, ajudando a socorrer parturientes, podendo ter, ou no, treinamento formal para prestar este tipo de atendimento);
  • Consulta de outro profissional de sade (fonoaudilogos, psiclogos etc) - Quando a pessoa recebeu atendimento realizado por profissional de sade de nvel superior (fisioterapeuta, fonoaudilogo, nutricionista, psiclogo etc), exclusive mdico e dentista;
  • Consulta na farmcia - Quando a pessoa recebeu atendimento de balconista ou farmacutico que deu diagnstico, prescrio de remdios, tratamento ou orientao;
  • Vacinao - Quando a pessoa recebeu dose de vacina contra qualquer doena, como: Trplice (difteria, ttano e coqueluche), Poliomielite (paralisia infantil), BCG (tuberculose), MMR (sarampo, rubola e caxumba), febre amarela etc;
  • Injees, curativos, medio de presso arterial ou outro atendimento de enfermagem - Quando a pessoa recebeu dose de qualquer remdio injetvel, curativo em qualquer tipo de leso ou teve verificada a sua presso arterial, exclusive quando este tipo de atendimento foi prestado durante consulta mdica;
  • Cirurgia em ambulatrio - Quando a pessoa recebeu atendimento de mdico que realizou, em ambulatrio de hospital, cirurgia que no exigia internao hospitalar;
  • Gesso ou imobilizao - Quando a pessoa recebeu atendimento de imobilizao ou de colocao ou retirada de tala ou gesso, em caso de fratura, entorse ou luxao;
  • Internao hospitalar - Quando a pessoa foi internada em estabelecimento hospitalar, com o fim de cirurgia, diagnstico, parto, tratamento ou outro atendimento mdico e permaneceu pelo menos um pernoite;
  • Exames complementares - Quando a pessoa recebeu atendimento para realizao de exames (urina, fezes, sangue, raios X etc);
  • Somente marcao de consulta - Quando a pessoa no foi atendida, mas conseguiu marcar consulta para futuro atendimento;
  • Outro atendimento - Quando a pessoa teve atendimento realizado por servio ou profissional de sade no includo nos itens anteriores, inclusive o prestado por indivduo sem formao profissional especfica que desenvolvia atividade de ateno sade (protticos, prticos de dentista, curandeira, rezadeira, curiosa, benzedor, pai-de-santo, centros espritas etc).

REDE QUE PRESTOU O ATENDIMENTO DE SADE

O servio de sade que prestou o nico ou principal atendimento (exclusive quando foi somente para marcao de consulta) que a pessoa recebeu, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, conforme o caso, j na primeira vez em que procurou ou na ltima vez em que buscou pelo mesmo motivo de sade pelo qual procurou pela primeira vez nesse perodo e no foi atendida, foi classificado, quanto rede a que pertencia, em:

  • Pblico - Quando a pessoa foi atendida em estabelecimento de sade (posto ou centro de sade, ambulatrio, pronto-socorro, hospital etc), de propriedade da Unio, de Estado ou de municpio, de sistema oficial de previdncia social, das foras armadas, de universidade federal ou estadual;
  • Particular - Quando a pessoa foi atendida em estabelecimento de sade privado com fins lucrativos ou beneficente ou por servio profissional prestado em consultrio ou clnica particular, inclusive o atendimento informal; ou
  • No sabe - Quando a pessoa no soube informar se o estabelecimento em que foi atendida era pblico ou particular.

COBERTURA POR PLANO DE SADE DO ATENDIMENTO RECEBIDO

Foi pesquisado se algum plano de sade cobriu, totalmente ou parcialmente, ainda que para posterior reembolso de despesas, o atendimento que a pessoa recebeu, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, conforme o caso, j na primeira vez em que procurou ou na ltima vez em que buscou pelo mesmo motivo de sade pelo qual procurou pela primeira vez nesse perodo e no foi atendida.

PAGAMENTO DO ATENDIMENTO DE SADE RECEBIDO

Foi pesquisado se a pessoa pagou algum valor (desde que no fosse integralmente reembolsvel por plano de sade), com recursos prprios ou de outra pessoa, residente ou no na mesma unidade domiciliar, pelo atendimento de sade recebido, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, conforme o caso, j na primeira vez em que procurou ou na ltima vez em que buscou pelo mesmo motivo de sade pelo qual procurou pela primeira vez nesse perodo e no foi atendida.

SISTEMA NICO DE SADE - SUS

o sistema, criado pela Constituio de 1988, com a finalidade de garantir assistncia sade a todo cidado brasileiro. Integram o SUS estabelecimentos pblicos (federais, estaduais e municipais) e estabelecimentos privados, com fins lucrativos ou beneficentes, contratados para prestar atendimento populao.

ATENDIMENTO DE SADE PRESTADO PELO SUS

Foi pesquisado se foi prestado pelo Sistema nico de Sade - SUS o atendimento que a pessoa recebeu, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, conforme o caso, j na primeira vez em que procurou ou na ltima vez em que buscou pelo mesmo motivo de sade pelo qual procurou pela primeira vez nesse perodo e no foi atendida.

AVALIAO DO ATENDIMENTO DE SADE RECEBIDO

O atendimento que a pessoa recebeu, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, conforme o caso, j na primeira vez em que procurou ou na ltima vez em que buscou pelo mesmo motivo de sade pelo qual procurou pela na primeira vez nesse perodo e no foi atendida, foi avaliado segundo uma escala de cinco graus: muito bom, bom, regular, ruim ou muito ruim.

MOTIVO DE NO TER PROCURADO ATENDIMENTO DE SADE

O motivo, nico ou que a pessoa considerou como principal, pelo qual no procurou servio de sade, no perodo de referncia das duas ltimas semanas, foi classificado como:

  • No houve necessidade - Quando a pessoa no teve problema de sade ou apresentou sintoma que julgou irrelevante para ter que procurar servio de sade;
  • No tinha dinheiro - Quando a pessoa no procurou servio de sade porque no tinha dinheiro suficiente para o deslocamento ou efetuar o pagamento;
  • O local de atendimento era distante ou de difcil acesso> - Quando a pessoa no procurou servio de sade porque o local de atendimento era distante de sua residncia ou de difcil acesso;
  • Dificuldade de conseguir transporte - Quando a pessoa no procurou servio de sade devido a dificuldade de conseguir transporte;
  • Horrio incompatvel - Quando a pessoa no procurou servio de sade porque o horrio de funcionamento do estabelecimento ao qual recorreria era incompatvel com o horrio em que poderia ir;
  • O atendimento muito demorado - Quando a pessoa no procurou servio de sade por julgar que o atendimento dos servios de sade era muito demorado, inclusive quando indicou como causa da demora a necessidade de marcao prvia de consulta, ficar em fila ou chegar cedo para pegar senha;
  • O estabelecimento no possua o especialista que necessitava - Quando a pessoa no procurou servio de sade porque achava ou tinha informao de que no estabelecimento de sade ao qual poderia recorrer no havia o especialista que necessitava;
  • Achava que no tinha direito - Quando a pessoa no procurou servio de sade porque achava que no tinha direito ao atendimento que necessitava;
  • No tinha quem o(a) acompanhasse - Quando a pessoa no procurou servio de sade porque no tinha quem lhe fizesse companhia e no podia ir sozinha devido idade, dificuldade de se locomover sozinha, gravidade do problema de sade ou razes psicolgicas, emocionais ou de simples constrangimento; ou
  • Outro motivo - Quando a pessoa no procurou servio de sade por motivo que no se enquadrava nos itens anteriores, como, por exemplo, greve no servio de sade, falta de carto, carteira de plano de sade com validade vencida, carncia de plano de sade.

OCORRNCIA DE INTERNAO

Considerou-se como tendo estado internada, no perodo de referncia dos ltimos doze meses, a pessoa que ocupou um leito hospitalar, com o fim de cirurgia, diagnstico, tratamento ou outro tipo de atendimento mdico, por no mnimo uma noite (pernoite) em estabelecimento que dispunha de condies para prestar atendimento de sade em regime de internao, independente da sua designao (hospital, casa de sade, sanatrio, policlnica, unidade mista de sade etc). Considerou-se, tambm, como tendo estado internada a criana que nasceu prematuramente ou apresentando algum problema de sade, necessitando de cuidados especiais que exigissem que permanecesse internada pelo menos um dia nesse perodo. No se considerou como tendo estado internada a criana recm-nascida que, devido ao parto de sua me, permaneceu no estabelecimento de sade sem exigir cuidados especiais.

NMERO DE INTERNAES

Foi pesquisado o nmero de vezes que a pessoa esteve internada, no perodo de referncia dos ltimos doze meses, independentemente da durao e da gravidade do motivo de cada internao.

COBERTURA DA INTERNAO POR PLANO DE SADE

Foi pesquisado se a nica ou ltima internao da pessoa, no perodo de referncia dos ltimos doze meses, foi coberta, ainda que parcialmente, por plano de sade.

PLANO DE AMOSTRAGEM

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclios - PNAD, realizada atravs de uma amostra probabilstica de domiclios obtida em trs estgios de seleo: unidades primrias (municpios); unidades secundrias (setores censitrios); e unidades tercirias (unidades domiciliares: domiclios particulares e unidades de habitao em domiclios coletivos).

Na seleo das unidades primrias e secundrias (municpios e setores censitrios) da PNAD da dcada de 90, foram adotadas a diviso territorial e a malha setorial vigentes em 1 o de setembro de 1991 e utilizadas para a realizao do Censo Demogrfico de 1991.

PROCESSO DE SELEO DA AMOSTRA

No primeiro estgio, as unidades (municpios) foram classificadas em duas categorias: auto-representativas (probabilidade 1 de pertencer a amostra) e no auto-representativas. Os municpios pertencentes segunda categoria passaram por um processo de estratificao e, em cada estrato, foram selecionados com reposio e com probabilidade proporcional populao residente obtida no Censo Demogrfico de 1991.

No segundo estgio, as unidades (setores censitrios) foram selecionadas, em cada municpio da amostra, tambm com probabilidade proporcional e com reposio, sendo utilizado o nmero de unidades domiciliares existentes por ocasio do Censo Demogrfico de 1991 como medida de tamanho.

No ltimo estgio foram selecionados, com eqiprobabilidade, em cada setor censitrio da amostra, os domiclios particulares e as unidades de habitao em domiclios coletivos para investigao das caractersticas dos moradores e da habitao.

CADASTRO DE UNIDADES DOMICILIARES

Anualmente, com a finalidade de manter atualizado o cadastro bsico de unidades domiciliares e, desta forma, preservar as fraes de amostragem prefixadas, realiza-se, em todos os setores da amostra, a operao de listagem, que consiste em relacionar, ordenadamente, todas as unidades residenciais e no-residenciais existentes na rea.

Alm desta atualizao, com a finalidade de acompanhar o crescimento dos municpios pertencentes amostra, criou-se um cadastro complementar constitudo pelas unidades domiciliares existentes em conjuntos residenciais, edifcios e favelas com 30 ou mais unidades residenciais, que tenham surgido, nestes municpios, aps a realizao do Censo Demogrfico de 1991.

No Anexo II, apresentam-se as fraes de amostragem e o nmero de municpios selecionados, de setores censitrios selecionados, de unidades domiciliares investigadas e de pessoas entrevistadas nas diversas reas em 1998.

PROCESSO DE EXPANSO DA AMOSTRA

A expanso da amostra utiliza estimadores de razo cuja varivel independente a projeo da populao residente, segundo o tipo de rea (regio metropolitana e no-metropolitana). Estas projees consideram a evoluo populacional ocorrida entre os Censos Demogrficos de 1980 e 1991, sob hipteses de crescimento associadas a taxas de fecundidade, mortalidade e migrao.

PRECISO DAS ESTIMATIVAS

Com o objetivo de fornecer maiores subsdios para a interpretao dos resultados da PNAD, so apresentadas, a seguir, algumas consideraes que possibilitam avaliar o grau de confiabilidade das estimativas constantes neste volume.

Em pesquisas de mltiplos propsitos e de grande abrangncia em termos de extenso territorial, como o caso da PNAD, torna-se praticamente impossvel isolar os erros provenientes das diversas fontes que influem nos resultados finais. Tais erros podem advir de flutuaes aleatrias (erros de amostragem) ou ter origem no probabilsticas (erros alheios amostragem), sendo que, estes ltimos, podem ser introduzidos em qualquer uma das fases de realizao da pesquisa.

Os erros alheios amostragem no so influenciados pelo desenho da amostra e a sua mensurao, quando possvel, exige anlises mais complexas e de custo elevado, com maior demora na obteno de resultados do que para os erros de amostragem.

Tendo em vista o processo de expanso adotado para a PNAD, cumpre destacar que o grau de preciso est fortemente ligado ao das hipteses feitas para as taxas de fecundidade, mortalidade e migrao. O clculo do erro de amostragem deveria, portanto, levar em conta duas fontes de variao:

  1. O erro de amostragem proveniente da seleo das unidades domiciliares para a amostra; e
  2. O erro proveniente do modelo matemtico empregado para projetar a populao.

Os resultados apresentados referem-se, apenas, aos erros de amostragem.

FUNO AJUSTANTE DOS ERROS AMOSTRAIS

A dificuldade que adviria do clculo dos erros de amostragem, expressos pelos coeficientes de variao, para todas as variveis (clulas) constantes do plano tabular, considerando todos os nveis de divulgao (Brasil, Grandes Regies, Unidades da Federao e Regies Metropolitanas) mostrou a necessidade de adoo de uma forma alternativa de apresentao destes coeficientes.

Assim sendo, a fim de fornecer uma aproximao para os coeficientes de variao associados s estimativas, com o objetivo de quantificar o erro amostral em funo da dimenso da estimativa, optou-se por ajustar modelos de regresso para cada um dos seguintes grupos de variveis:

Para pessoas:

  • Total
  • Situao urbana
  • Situao rural

Para famlias e domiclios:

  • Total
  • Situao urbana
  • Situao rural

A partir da anlise dos ajustamentos realizados, optou-se pelo uso do modelo de regresso da forma Y = AxB , onde x o valor da estimativa e Y o respectivo coeficiente de variao.

Cabe ressaltar que o ajustamento s pode ser utilizado para as variveis qualitativas da pesquisa, isto , no se deve usar a funo ajustante quando se tratar de variveis quantitativas, como o caso, por exemplo, da estimativa do nmero mdio de dias de restrio das atividades habituais por motivo de sade.

COEFICIENTES DE REGRESSO E COEFICIENTES DE VARIAO AJUSTADOS

Os coeficientes das regresses, A e B, encontrados para cada ajuste, so apresentados na tabela 1.

Para avaliar aproximadamente o coeficiente de variao, expresso em porcentagem, associado a uma estimativa x, de uma determinada caracterstica de pessoas, famlias ou domiclios, deve-se aplicar expresso AxB os parmetros A e B convenientes.

Os coeficientes de variao por tipo de estimativa, calculados pela aplicao dos parmetros pertinentes a determinados tamanhos de estimativas, so apresentados na tabela 2.

EQUIPE TCNICA

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclios de responsabilidade da Diviso de Pesquisa Anual (DIPAN) do Departamento de Emprego e Rendimento - DEREN. Nessa Diviso, so realizadas as etapas de planejamento e crtica centralizada dos dados.

Na Diviso de Estudos e Anlises (DIESA), so realizadas as etapas de amostragem, tabulao e anlise de resultados.

A Diviso de Projetos Especiais (DIESP) do Departamento de Atendimento (DEATE) da Diretoria de Informtica a responsvel pelo sistema computacional utilizado na apurao da pesquisa, compreendendo a entrada de dados, a crtica descentralizada, a crtica centralizada e a carga dos microdados no banco de dados.

A coleta das informaes feita pelas equipes das Divises de Pesquisa do IBGE, nas Unidades da Federao, sob a responsabilidade dos Supervisores Estaduais da PNAD.

Um Grupo Tcnico, designado pelo Ministrio da Sade, assessorado por uma Comisso Assessora, foi responsvel pela formulao dos objetivos e definio do plano tabular, tendo participado da elaborao do questionrio e do acompanhamento das atividades de campo no pr-teste.

O Grupo Tcnico foi composto por representantes do Ministrio da Sade (FIOCRUZ) e do IBGE, enquanto que a Comisso Assessora foi formada com representantes de associaes profissionais (Associao Brasileira de Ps-graduao em Sade Coletiva – ABRASCO, Associao Brasileira de Estudos Populacionais - ABEP), instituies de pesquisa, tcnicos do Departamento de Populao e Indicadores Sociais (DEPIS) do IBGE, representantes do Conselho Nacional de Secretrios de Sade - CONASS, do Conselho Nacional de Secretrios Municipais de Sade - CONASEMS, da FIOCRUZ e do Projeto REFORSUS.

EQUIPE DA DIVISO DE PESQUISA ANUAL - DIPAN

Terezinha Batista Tavares Coutinho (Chefe da DPE/DEREN/DIPAN)
Robson da Silva Pereira (Supervisor de Equipe)
Maria do Socorro Bento (Supervisora de Equipe)
Carlos Alberto Tavares Coutinho (Gerente de Projeto)
Alda Monteiro de Abreu Coutinhos Marcia Barbosa de Almeida Vargas
Genilda da Silva Rodrigues Marcus Marcello Gullo
Iracema Castro de Lyra Maria da Glria Dias Freitas
Janete Rodrigues da Silva Waldelice Lisboa Guimares das Dores

EQUIPE DA DIVISO DE ESTUDOS E ANLISES - DIESA

Rosngela Antunes Pereira Almeida (Chefe da DPE/DEREN/DIESA)
Marlia Biangolino Chaves (Gerente de Projeto)
Cimar Azeredo Pereira Mario Serres da Silva
Eduardo Jos Gomes Pertensen Nilcila Martins Moulin
Luis Fernando Ramos de Mello Ronaldo Jeolas Monteiro
Mrcia Coelho de Segadas Vianna Pedro Luis Pinto Felicssimo
Maria Cristina Moreira Safadi  

EQUIPE DE INFORMTICA

Paulo Vicente Mitchell (DI/DEATE/DIESP) Analista responsvel pela Pesquisa
Humberto Lopes Chapouto (DI/DEATE/DIESP)
Dilcar Almeida Silva (DI/DEATE/DIESP)
Luiz Antonio Barreiro Cordeiro (DI/DEATE/DIESP)
Lydio Mesquita Neto (DI/DEATE/DIESP)
lcio Rubens Igrejas Fragoso (DPE/DEREN/DIESA) Programador do Plano Tabular

TEXTOS - INTRODUO, CONCEITOS E DEFINIES

Vandeli dos Santos Guerra (DPE/DEREN/SE.01)

ANLISE DE RESULTADOS

Cludia Travassos Francisco Viacava
Diana Sawyer Aluisio Barros
Estela Maria Garcia de Pinto Cunha

EDITORAO E REVISO DO TEXTO

Alzira de Jesus Pinho Mouro (Chefe da DPE/DEREN/SE.01)
Luiz Carlos Ferrer Cardoso (DPE/DEREN/SE.01)
Rodrigo Mariano Resende de Brito (DPE/DEREN/SE.01)
Sonia Regina da Silva Dantas (DPE/DEREN/SE.01)

SUPERVISORES ESTADUAIS DA PNAD

RO Maria Lourdes Souza Silva SE Leonardo Souza Leo Leite de S
AC Clia Brando de Souza BA Aildete Nascimento Santana
AM Paulo Almeida Filho MG Rosangela Filhote Ferreira
RR Marilucia Silva de Moraes ES Ruth Locatel de Oliveira
PA Maria Tereza da Silva Penha RJ Marcos Antnio da Silva Serro
AP Jos Maria Oliveira Monteiro SP Selma Nunes Contador
TO Raimundo Costa Barbosa PR Estevo Generoso
MA Sstono Alves da Silva SC Luis Augusto de Souza Bevacqua
PI Eurpedes Ferreira Sobrinho RS Renato Barbieri de Lima
CE Ana Eugnia Ribeiro Almeida MS Jorge Miranda Quevedo
RN Jailson Filgueiras Peregrino da Silva MT Wandir da Costa Ribeiro
PB Jos Reginaldo Gonalves Madruga GO Valperino Gomes de Oliveira Filho
PE Normlia Carneiro de Lira DF Wantuir Alves Galvo
AL Haroldo Alves de Farias

GRUPO TCNICO E COMISSO ASSESSORA

Alusio Barros UFPEL
Celso Cardoso da Silva Simes IBGE/DPE/DEPIS
Cludia Travassos DIS/CICT/FIOCRUZ
Diana Sawyer CEDEPLAR/UFMG
Estela M P Cunha NEPO/UNICAMP
Francisco Viacava DIS/CICT/FIOCRUZ
Lilibeth Maria Cardoso Raballo Ferreira IBGE/DPE/DEPIS
Marcia Furquim de Almeida FSP/USP
Rita Badiani BENFAM
Solon Magalhes Vianna IPEA

ANEXO I

RAMOS E CLASSES DE ATIVIDADE

Agrcola

  • Agricultura, silvicultura e pecuria
  • Extrao vegetal
  • Pesca e piscicultura

Indstria de Transformao

Indstria da Construo

Outras Atividades Industriais

  • Extrao mineral
  • Servios industriais de utilidade pblica

Comrcio de Mercadorias

Prestao de Servios

  • Servios de alojamento e alimentao
  • Servios de reparao e conservao
  • Servios pessoais
  • Servios domiciliares
  • Servios de diverses, radiodifuso e televiso

Servios Auxiliares das Atividades Econmicas

  • Servios tcnico-profissionais
  • Servios auxiliares das atividades econmicas

Transporte e Comunicao

Social

  • Servios comunitrios e sociais
  • Servios mdicos, odontolgicos e veterinrios
  • Ensino

Administrao Pblica

  • Administrao pblica
  • Defesa nacional e segurana pblica

Outras Atividades, Atividades Mal Definidas ou No Declaradas

  • Instituies de crdito, de seguros e de capitalizao
  • Comrcio e administrao de imveis e valores mobilirios
  • Organizaes internacionais e representaes estrangeiras
  • Atividades no compreendidas nos demais ramos, atividades mal definidas ou no declaradas

ANEXO II